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A UNE em defesa da democracia

25/05/2015 às 12:39, por Renata Bars.

Estudantes foram vanguarda na conscientização política junto aos movimentos populares

Com a proximidade do 54º Congresso da União Nacional dos Estudantes, o site da entidade promove um especial sobre as bandeiras defendidas pelo movimento estudantil ao longo da história do país.

”A UNE em defesa dos estudantes, da democracia e do Brasil” é o tema escolhido para a edição deste ano. No entanto, ao adentrarmos a história do movimento estudantil, percebemos que estas são pautas inerentes à entidade desde seu nascimento.

A luta contra o facismo, contra a ditadura e tantas outras pautas empunhadas pelos estudantes transformaram a UNE em protagonista na defesa dos direitos do povo brasileiro.

Já em seus primeiros anos, a entidade acompanhou a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com os estudantes fazendo oposição ao nazi-facismo de Adolf Hitler. Após a guerra, UNE consolidou sua participação e posicionamento frente aos principais assuntos nacionais, fortalecendo o movimento social brasileiro em ações como a defesa do petróleo, com a campanha ‘’O Petróleo é nosso’’.

Nessa época, o movimento estudantil brasileiro se transformou em um importante foco de mobilização social. Sua força era demonstrada por meio da capacidade de mobilizar muitos estudantes para participarem da vida política.

A LEGALIDADE

Com suas reivindicações, protestos e manifestações, o movimento influenciava significativamente os rumos da política nacional. Foi nessa fase que ocorreu a chamada ‘’Campanha da Legalidade’’.

A Campanha da Legalidade foi um movimento liderado pelo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola e tinha como objetivo garantir a posse de João Goulart como Presidente da República após a renúncia de Jânio Quadros, candidato da União Democrática Nacional (UDN) que iniciou seu mandato em 31 de janeiro de 1961. Durante os poucos meses de gestão, Jânio Quadros adotou uma política econômica e externa que não agradou aqueles que o apoiavam, inclusive setores das Forças Armadas e alguns seguimentos sociais o que provocou sua renúncia em 25 de agosto de 1961. Neste dia João Goulart (Jango) estava em visita à China.

Este foi outro período em que os estudantes tiveram atividade vital, empenhando-se num grande  movimento de resistência para garantir que Jango fosse empossado. Quando conseguiu chegar ao poder, o presidente foi o primeiro da história a visitar a sede da UNE, no Rio de Janeiro.

Em entrevista à Revista Anos 90, o professor e pesquisador Helgio Trindade, afirmou que deslocamento do movimento estudantil para o Rio Grande do Sul durante a Campanha da Legalidade permitiu um tempo de reflexão diante de uma situação política concreta, gerando um primeiro impacto numa organização com ideologia de esquerda, mas sem experiência política. ‘’ A Legalidade foi o grande laboratório para esse aprendizado e permitiu que os dirigentes da UNE pudessem planejar as estratégias de ação do movimento em termos nacionais’’, disse.

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