Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

“A solução para essa crise não é aumentar a repressão”

23/02/2018 às 17:22, por Redação.


Presidente da UEE-RJ, Eduardo Campos, acredita que intervenção no Rio de Janeiro vai gerar mais violência

Aprovada na última terça-feira (20) na Câmara dos Deputados, a intervenção militar na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro deve durar até 31 de dezembro de 2018. Apesar da crise na segurança em várias Estados no Brasil, a medida pegou o país de surpresa.

A intervenção acabou afetando a esfera nacional também, uma vez que a Constituição prevê que, durante uma intervenção federal, não pode haver qualquer alteração constitucional no país. Isso inviabilizou a votação da Reforma da Previdência.

Para entender melhor o que se passa no Estado fluminense, o site da UNE, entrevistou o presidente da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), Eduardo Campos. Ele falou um pouco sobre a preocupação dos estudantes fluminenses:

A intervenção na Segurança Pública no Rio de Janeiro era necessária?

Não, apesar do problema que é a crise da segurança pública no Rio, é verdade dizer que não é uma crise apenas do último governo, é todo um projeto que não tem combatido o problema da violência na sua raiz. A solução para essa crise não é aumentar a repressão por parte dos órgãos públicos.

O que os estudantes cariocas defendem como caminho para diminuir a violência no Estado?  

A crise que vive o estado do Rio requer que formulemos respostas mais complexas e integradas para conseguirmos saídas para o nosso estado. Precisamos pensar numa lógica de segurança pública que atue de forma inteligente e não para simplesmente tentar causar uma sensação de segurança para as pessoas.

 Você acredita que com o exército na ruas pode aumentar o extermínio da juventude negra na periferia?

Sem dúvidas. A guerra ao tráfico no Rio sempre teve um caráter de extermínio da nossa população mais pobre, em especial a juventude negra. Com o exército no poder de controle sobre a segurança do Estado, a tendência é que tenhamos não só as forças armadas nas rua, mas um caráter cada vez mais exterminador das nossas polícias.

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo