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A luta LGBT nos une!

04/08/2015 às 17:35, por Renata Bars.

Conheça novo diretor da pasta e também suas diretrizes para o próximo período

Há 10 anos, durante o 49º Congresso da UNE, a entidade aprovava a criação da diretoria de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero – LGBT. De lá pra cá, a luta pela construção da equidade de oportunidades na educação dentro das escolas e universidades e o combate à violência e ao  preconceito tem se tornado pautas centrais do movimento estudantil.

Neste ano, o 6º diretor LGBT da entidade, vem do estado baiano. Negro, gay, cotista e nordestino, Augusto Oliveira é estudante de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Aos 23 anos, ele assume o cargo com a certeza de que a garantia e efetivação de direitos é uma das prioridades para o próximo período. ”“A UNE e os estudantes de todo o país devem se juntar para que possamos de forma consistente ocupar as ruas e os espaços de poder e representação política, para pautarmos as bandeiras que conquistam e nos oferecem mais direitos, e também lutar contra medidas, projetos e leis que visam tirar da juventude brasileira tudo o que já foi conquistado até hoje”, disse.

Augusto ainda afirmou que existem pautas importantes no Congresso Nacional que devem ser defendidas. ‘’ Temos a PL 7582/2014 que visa tornar crime os atos de intolerância contra LGBT’s e outros grupos vulneráveis , além da garantia ao direito das pessoas trans usarem o nome social nos documentos de identificação. Tudo isso está emperrado no congresso. Precisamos  nos mobilizar dentro das um uversidades, para colocarmos em execução várias ferramentas que garantam a cidadania dos estudantes LGBT’s dentro dos estabelecimentos de ensino”, completou.

2º ENCONTRO LGBT

Construir e consolidar um plano de ações voltado a política LGBT é um dos objetivos desta gestão. Para tanto, a execução do 2º Encontro LGBT da UNE é tida como um ponto fundamental.

‘’Com este segundo encontro conseguiremos debater  e aprofundar as pautas LGBT , não só na educação, mas em todos os setores da sociedade’’, enfatizou o diretor.

O 1º Encontro LGBT da UNE aconteceu durante a 9ª Bienal da entidade, realizada em janeiro de 2015, na capital carioca.

Na ocasião, centenas de pessoas participaram dos debates sobre o tema na Fundição Progresso, no centro, no quinto dia do evento.

Dentre as políticas públicas defendidas no encontro, foram abordadas a criação de cotas para transexuais nas universidades e a obrigatoriedade da cadeira de gênero e sexualidade nas universidades, bem como de cursos de capacitação para professores e funcionários nas escolas públicas sobre transexualidade e homossexualidade para evitar bullyings e preconceitos.

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