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Dia 18: A força do movimento estudantil pela democracia

18/03/2016 às 21:22, por Sara Puerta. Foto: Mateus Weber.

Presidentas de algumas das principais entidades do movimento estudantil brasileiro mostram que a resistência ao golpe está firmada

São quase seis anos em que todas algumas das principais entidades estudantis brasileiras são presididas e dirigidas em sua maioria por mulheres. Nesse contexto, há um consenso de que apenas na democracia mulheres avançam em seus direitos e ficam à frente de organizações. Democracia tem pluralidade de vozes, essa é a verdade.

Portanto, nesse histórico 18 de março de 2016, as entidades estudantis UNE, UEE-SP, UBES, UPES e ANPG estiveram na Avenida Paulista, construindo um dos maiores atos já vistos na cidade.

Carina Vitral, presidenta da UNE, enfatizou o posicionamento dos estudantes e da juventude no atual momento.

“Eu desafio o Datafolha a fazer uma pesquisa sobre a faixa etária presente aqui no ato, porque muito se pergunta ‘onde estão os estudantes que não comparecem nas manifestações?’ . Eu respondo: Estamos aqui, hoje, nesse ato, desse lado, porque não marchamos com golpistas, conservadores e fascistas. Queremos saber de quem se interessa pelo nosso futuro, que pensa em políticas para educação”.

Flavia Oliveira, à frente da UEE- SP, desde o ano passado, reconhece que um ato dessa proporção em São Paulo – com mais de 350 mil pessoas – é muito simbólico, uma vez que é um estado bastante conservador. “Nós, paulistas, sabemos bem o que o governo tucano faz no nosso estado. Um exemplo disso é que nas universidades estaduais não existem cotas para o acesso como existem nas instituições federais, ou ainda o sigilo nos dados da Polícia Militar, que só esconde a violência contra o povo preto da periferia, por isso sabemos que a democracia deve ser defendida com toda nossa força e nossas vidas.”

Para Tamara Naiz, presidenta da Associação Nacional dos Pós-Graduandos, os avanços dos últimos anos não podem parar nesse momento e devem ir adiante. “Para obter avanços para qualquer direito, incluindo os de pós-graduandos, precisamos de um ambiente democrático, e estável politicamente. E é por isso que como representação estudantil, a ANPG se coloca em luta totalmente na defesa da democracia.”

Força Secundarista

A primavera secundarista se estende em defesa da democracia nesse ano. Para Angela Meyer, presidenta da UPES, dessa vez os jovens estudantes se unem aos trabalhadores na luta pela democracia e pelos avanços no direitos, incluindo a educação de qualidade.

“Não há como ficar parado diante de um levante conservador e golpista como temos visto nos últimos tempos. A juventude e o secundaristas mostram agora sua força também pela luta em favor da democracia”.

Camila Lanes, presidenta da UBES, protesta também pela seletividade da Polícia Militar e as arbitrariedades da mídia. “Secundaristas foram durante reprimidos nas manifestações contra o fechamento das escolas , e nesses dias a Avenida Paulista fica fechada por mais de 36 horas por manifestantes da direita, sem qualquer reação da polícia”.

Para ela, as lições de democracia começam dentro da escola, com um gestão democrática na escola e um grêmio livre. “Golpe também está na tentativa de silenciamento do movimento estudantil que sofremos, por isso a juventude tem que estar na rua para lutar”, ressaltou.

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