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8 de março: greve internacional é levante pela vida das mulheres

06/03/2017 às 18:10, por Renata Bars Foto: Marcos Bizzotto.

Movimento é inspirado na greve islandesa de 1975; no Brasil a luta central é contra a reforma da aposentadoria e o machismo

Neste 8 de março, mulheres de todo o mundo irão parar suas atividades e ocupar as ruas em adesão à Greve Internacional de Mulheres, movimento inspirado na paralisação das islandesas, que em 1975 deixaram de lado o trabalho e as tarefas domésticas para lutar pela igualdade de direitos. No Brasil, a luta contra o machismo e a reforma da aposentadoria prometem ser as bases das mobilizações.

”O 8 de março é um dia de luta para as mulheres em todo o mundo contra o machismo estrutural que nos impõe espaços de submissão e de invisibilidade na sociedade. A luta é pela emancipação das mulheres e contra o machismo, mas, em terras brasileiras, o retrocesso da reforma da aposentadoria traz um significado ainda maior para o movimento, já que seremos as maiores prejudicadas com essa reforma que iguala o tempo de contribuição, desconsiderando que as mulheres tem dupla jornada”, falou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

O 8 de março também se apoia na força demonstrada durante a manifestação ”Mulheres contra Trump”, no último dia 21 de janeiro, em Washington DC, nos EUA, dia seguinte à posse do novo presidente Donald Trump.

Para a diretora de mulheres da UNE, Bruna Rocha, a marcha contra Trump foi um marco na luta das mulheres ao redor do mundo. ” Compreendendo a atual conjuntura em que os EUA é um país central na organização da economia mundial, o governo de Donald Trump é altamente prejudicial para a vida das mulheres no mundo todo e essa marcha contra o novo presidente americano tem um forte impacto que reverberou uma série de manifestações feministas no mundo todo. A ofensiva do conservadorismo, do neoliberalismo e portanto do patriarcado, é internacional, então a nossa resistência também precisa ser internacional”, avaliou.

Bruna lembra que a luta feminista está em todos os cantos do globo pela vida de todas as mulheres.

”Na Europa as mulheres estão lutando para não retroceder em direitos sexuais e reprodutivos, há mulheres lutando contra o agroextrativismo e neocolonialismo na África, temos as lutas contra os governos de direita na Ámerica Latina, a luta contra o feminicídio na Argentina, aqui no Brasil a luta contra a reforma da aposentadoria. São lutas articuladas em um processo internacional de sociedade que defende a vida da mulher”, falou.

A Greve Internacional de Mulheres está marcada para acontecer em pelo menos 35 países. Há várias maneiras de participar:  pode ser interrompendo o trabalho doméstico ou remunerado durante o dia todo ou parte do dia, indo às mobilizações de rua, ou ainda organizando atividades de diálogo sobre o combate ao machismo nas empresas, escolas e universidades.

NEM UMA A MENOS

Em nosso país vizinho, a Argentina, o movimento ”Ni uma a menos” levanta bandeiras parecidas com as do Brasil.

O fenômeno dos feminicídios e de todo tipo de violência contra as mulheres é uma realidade que impera hoje na região. Segundo dados divulgados pelo Prensa Latina, conta-se um assassinato deste tipo a cada 30 horas.

No Brasil, o Mapa da Violência contra a Mulher, divulgado em 2015, mostrou que, em média, 13 mulheres são assassinadas por dia. O país está em quinto lugar no ranking de maior taxa de feminicídios no mundo.

”Por isso a paralisação. É urgente mostrarmos que a vida das mulheres importa sim”, falou Bruna.

8 DE MARÇO PELO BRASIL

O dia internacional da mulher no Brasil terá marchas e manifestações em diversas cidades.

Com o lema ”Aposentadoria Fica, Temer Sai. Paramos pela vida das mulheres”, diversas organizações convocam , em São Paulo, uma grande marcha com início às 15h na Praça da Sé, centro da cidade.

No Rio de Janeiro, a mobilização começa ás 16h, na Praça da Candelária, e no Recife, a ”Prada Brasileira de Mulheres”, tem concentração a partir das 14h no Parque 13 de maio.

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