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7 motivos para ir na Parada do Orgulho LGBT

03/06/2018 às 12:46, por Redação.


Av. Paulista vai receber milhares de gays, lésbicas, trans e héteros para defender direitos e liberdade sexual

Junho é o mês de celebrar o orgulho LGBT em todo o mundo. No Brasil, é época além das tradicionais festas juninas, da Parada Gay na Avenida Paulista em São Paulo, uma das mais famosas do mundo. Este ano ela acontece no domingo a partir das 12h, sob o tema Eleições, e traz no slogan a importância participação LGBT na política: “Poder pra LGBTI+, Nosso Voto, Nossa Voz”.

A madrinha do evento será Fernanda Lima e a apresentadora oficial, a Drag Queen Tchaka. Nos trios, as atrações principais são Pabllo Vittar, Preta Gil, Mulher Pepita, Lia Clark e April Carrion.

Outras paradas devem acontecer pelo país. Mas além do colorido bapho, alegria ímpar e diversão garantida você sabe porque a Parada é importante?

1- Dar visibilidade a população e os problemas que elas enfrentam;

A comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e Queer (LGBTQ) brasileira, atualmente, representa quase 9% da população, ou seja, 18 milhões de pessoas. Cidadãos marginalizados que enfrentam todo tipo de exclusão e violação de direitos no seu dia a dia apenas por serem quem são.

2- O Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo;

Em 2017, o Grupo Gay da Bahia contabilizou 445 assassinatos de homossexuais e pessoas trans. Uma alta de 30% em relação a 2016. Os números são baseados em informações do próprio movimento.

3- O preconceito começa nas escolas;

Dados da Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil 2016 mostrou que entre os Estudantes lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais 73% foram agredidos verbalmente e 36% foram agredidos fisicamente. Entre aqueles que sofrem agressões verbais frequentemente ou quase sempre por causa da orientação sexual, 58,9% faltaram às aulas pelo menos uma vez no último mês. Entre aqueles que sofrem agressões por conta da identidade de gênero – por serem travestis ou transexuais – , 51,9% faltaram às aulas.

4- Representantes políticos atuais não só não defendem, como rechaçam direitos LGBTs;

O tema da educação para a diversidade foi bastante debatido durante a formulação dos Planos Nacional, Estaduais e Municipais de Educação, projeto que norteia o planejamento da educação para o país, estados e cidades nos próximos 10 anos. Durante a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE) no Congresso Nacional, a questão de gênero causou polêmica e foi retirada do texto, assim como aconteceu em quase todos os outros.

Conservadores defenderam que a educação para a diversidade era uma doutrinação capaz de converter as pessoas à homossexualidade, como se isso fosse possível. O objetivo sempre foi criar condições dentro das escolas para que professores e alunos possam aprender e ensinar o convívio com as diferenças que naturalmente existem entre todos.

5 – Tem gente que ainda acha que homossexualidade é doença;

No final do ano passado o juiz da 14º Vara Federal do Distritro Federal, Waldemar Clauido de Carvalho, autorizou que psicólogos possam oferecer terapias de reversão sexual a paciêntes que não aceitem a própria orientação e procurem os consultórios “voluntariamente”. A decisão derrubou a proibição do Conselho Federal de Psicologia que punia os profissionais que assim procedecem. Há não muito tempo a ala evangélica do Congresso Nacional já propunha liberação de uma tal de “cura gay”.

6- Menos oportunidades de trabalho para LGBTs;

Segundo pesquisas realizadas pelo Plantão Plomo no Brasil, uma em cada cinco empresas se recusa a contratar homossexuais com medo de que a imagem da companhia fique associada àquele funcionário, fazendo com que essas empresas percam seus clientes. Enquanto isso, a mesma pesquisa mostra que 68% das pessoas já presenciaram algum tipo de homofobia no ambiente de trabalho. Estimativa feita pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) ainda revela que 90% das pessoas trans recorrem à prostituição em algum momento da vida.

7- Ainda é um risco para casais HOMOSSEXUAIS demostrar afeto em público;

A Avenida Paulista mesmo já foi palco de tristes episódios de homofobia. Em 2010 um jovem foi agredido com uma lâmpada, no ano seguinte dois arquitetos com golpes de uma luminária de ferro. Em todo o mundo, há 72 países que ainda criminalizam a homossexualidade e em oito deles ser gay ou lésbica pode custar a vida.

Denuncie!

São Paulo tem uma delegacia especializada em crimes contra o público LGBT. O órgão recebe queixas de crimes de injúria, difamação e agressão via email, telefone ou presencialmente. 

Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância

R. Brg. Tobias, 552 – Centro, São Paulo – SP
Segunda a sexta, 09h às 19h
Para denúncias ou orientações: 
[email protected] / (11) 3311-3555

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