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6ºEME: vozes feministas na luta pela igualdade

02/05/2015 às 13:04, por Cristiane Tada, de Curitiba.

 

O frio da noite curitibana, não inibiu centenas de estudantes vindas de todos a regiões do País a realizar um debate repleto de intervenções e trocas de opiniões.

A Conselheira Nacional de Direitos da Mulher e integrante da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lucia Rincon, foi uma das convidadas da mesa.

“Lutamos pela igualdade para que construamos um mundo melhor. Isso significa um estado de alerta constante. Nós não somos iguais, temos diferenças de classe, gênero, geração, orientação sexual, e nós precismos entender o momento que vivemos com essas particularidades.
Vivemos um momento que travar a luta pela igualdade significa fazer um embate com as forças atrasadas, retrógradas que querem levar ao retrocesso as conquistas democráticas e precisamos fazer esse enfrentamento”, afirmou.

Ela lembrou a luta das mulheres para construir a igualdade exige democracia. “Por isso precisamos de alguma vozes. Da reforma política democrática com paridade de gênero, garantir a reforma democrática da mídia, fazer o enfrentamento da Lei da Terceirização, bem como a diminuição da maioridade penal, profundos atrasos na construção daquilo que é humano”, afirmou.

Lucia falou também do papel fundamental das políticas públicas no avanço dos direitos e convidou as jovens feministas ainda para 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres será realizada entre 15 e 18 de março de 2016.

Já a representante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) Analú Faria, lembrou que
um dos elementos que o patriarcado e os setores dominantes fez com as mulheres é não contar incluí-las na historia. “Em todos os processos de luta as mulheres estiveram presentes, mas não conhecemos a fundo as nossas experiÊncias em cada cultura”, disse.

E continuou: ‘qual é o discurso do patriarcado sobre nós? Até a nossa própria visão de feminilidade e do é o feminino não foi construída por nós e sim pelos homens. Quais são as representações que o patriarcado constrói de nós? Volúveis, choronas, incapazes de decidir e tantas outras coisas… incorporamos baixa autoestima, a culpa porque fomos colocadas no lugar de mãe que tem que prover todos de cuidado”.

Para ela é preciso questionar porque eu só me sinto bem usando certo tipo de roupa, por exemplo, ter uma visão crítica sobre os processos que me levam a determinada prática.

“O que nós precisamos como mulheres para a igualdade não é ascender ao mundo dos homens, mas é reconceituar o mundo, as relações e essa visão incorporando a experiências das mulheres, porque não somos só aquelas oprimidas e subordinada, nós demos grande contribuição ao mundo de a sociedade é o que é pela mulheres deram, não só como mães”, afirmou.

UNIÃO PELA IGUALDADE

Já professora Evelin Silva, militante do Psol, compartilhou sua angústia, da inclusão das feministas trans na luta feminista.

“As mulheres transexuais estão querendo vir militar conosco, lado a lado. Elas tem demandas específicas? Tem. As mulheres negras também tem, nós lésbicas também temos. Mas isso não nos impede de militar juntos às cisgênero. É importante que abramos esse espaço para elas”, afirmou.

Para Evelin na realidade as feministas tem muito mais em comum com as irmãs trans e travestis e do que imagina. “E precisamos começar a caminhar nessa construção de igualdade a incluí-las”, frisou.

A estudante da UFPR, Carolina Pacheco, falou de algumas relações de trabalho. “Hoje eu enquanto mulher branca chego a receber 20% menos que os homens enquanto a mulher negra e trans mais de 50%. Nesse sentido o projeto da 4330 [da Terceirização do trabalho] é um retrocesso justamente porque ele vai colocar condições ainda mais precárias nós mulheres e ainda mais para as categorias que já estão precarizadas. Por isso temos que avançar na desconstrução desse empoderamento individual das mulheres que não é dado para todas”, ressaltou.

Para a estudante o desafio hoje das mulheres do movimento estudantil é chegar ao movimento de mais unidade possível “para que independente da proposta teórica de cada uma na sua universidade, consigamos exercitar o feminismo”.

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