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FEMINISMO COMO ALTERNATIVA AO SISTEMA E POLÍTICAS PÚBLICAS

03/05/2015 às 20:29, por Redação.

 

O sábado (02) na Universidade Federal do Paraná (UFPR), teve uma discussão quente e cheia de contrapontos na discussão que abarcou políticas públicas para as mulheres.

A representante do Movimento para Todas, Ana Moura, convidada da mesa, falou da presença política feminina que as feministas devem buscar. “Não é só querer representação feminina, mas que tipo? Não só a esposa de fulano, a filha de ciclano. Por que não aquela que é liderança no movimento social, que constrói, que tem referência? E é esse tipo de coisa que a gente precisa romper m uma reforma política”, afirmou.

Ana que é de Manaus, falou ainda da falta de indígenas no parlamento.

Sobre o tema da mesa ela destacou duas políticas públicas que considera fundamentais nesses últimos anos para as mulheres: o bolsa família e o Minha casa minha vida.

Para Ana o bolsa família deu autonomia feminista às mães porque são elas que recebem o cartão e que tem a responsabilidade de levar o filho para a escola.

“As pessoas acham que ele é pouca coisa. Eu li um texto que dizia que o Bolsa Família é sim uma revolução feminista, porque ele deu a mulher a autonomia de dizer se ela quer ou não quer ter o homem dentro da casa dela, de que forma que ela quer construir a educação do filho dela”, afirmou.

Sobre o programa do governo federal que financia a casa própria de famílias de baixa renda a juros ínfimos ela ressaltou o fato da propriedade da casa ficar no nome da mulher. “Às vezes o machismo está nas entrelinhas do dia a dia, nos detalhes. É nos detalhes que fica colocada a diferença quando os homens tentam sempre menosprezar as mulheres, colocá-las em segundo plano ou até mesmo convencê-las de que elas não são capazes”, afirmou.
Já Daniela Moller do Conselho Regional de Serviço Social, falou um pouco da sua experiência na Vara da Infância. Ela denunciou a total ausência de políticas de saúde efetivas para dependentes químicos e disse que geralmente são as mães que mais sofrem quando acabam perdendo a guarda dos filhos legalmente devido a dependência. “Quando falamos de políticas públicas para mulheres devemos ir fundo”, ressaltou.
Ela também questionou a qualidade da proposta pedagógica do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e a qualidade da moradias do Minha Casa minha vida.
A ex-vice-presidenta da UNE e vice-presidenta do Partido dos Trabalhadoras (PT), Clarissa Cunha, questionou quais são as percepções de mudanças estruturantes nas políticas públicas que a gente cria para conseguir fazer mudanças reais na sociedade.
E citou o debate em relação ao vagão rosa ou roxos do metrô que para ela reproduzem esse sistema e não produzem mudanças. “A gente não quer colocar as mulheres no vagão rosa para dizer nós vamos garantir a segurança das mulheres porque elas tem que estar isoladas para não com os homens para não conviver com os homens, nós queremos construir uma sociedade onde os homens não vão violentar as mulheres”, explicou.

UNIDADE DA LUTA

A representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) Maria das Neves, destacou que nenhum outro espaço reúne tantas vertentes feministas como o EME. “Discutindo, discordando e concordando estamos aqui reunidas”, afirmou. Ela ressaltou a unidade na luta feminista a a defesa da democracia.
“Não há nada essencialmente mais feminista do que defender a democracia, que não significa defender o governo do partido A ou B, mas defender o direito de elegermos quem nós quisermos para o nosso país e fazer com que seja ouvida a voz soberana das urnas”, ressaltou.
“Só a unidade feminista que pode derrubar nas urnas os projetos machistas e misóginos”, finalizou.

Cristiane Tada, de Curitiba

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