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66º Coneg tem início em SP e exige revogação da Emenda Constitucional 95

20/07/2018 às 23:37, por Renata Bars.


Convidados especiais participaram da mesa de abertura do evento ”Educação, liberdade e democracia” na noite desta sexta

Teve início na noite desta sexta-feira (20), na Universidade Nove de Julho, em São Paulo, o 66º Conselho de Entidades Gerais da UNE (Coneg). A mesa de abertura intitulada ”Educação, liberdade e democracia”, contou com a presença de convidados especiais que elegeram, além do governo golpista de Temer, a vilã número um da educação: a famigerada PEC do teto de gastos aprovada em 2016, ou, como é conhecida hoje, ”Emenda Constitucional 95” (EC 95).

”Temos que estar de olho nas eleições deste ano para eleger pessoas que se comprometam com um programa de enfrentamento dos inimigos de classe. Precisamos que a EC 95 seja revogada, a reforma trabalhista, a reforma da previdência… É fundamental que a gente se mobilize e tenha unidade porque eles do lado de la estão unidos contra nós”, falou o professor Gil Vicente, da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituição Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (PROIFES).

Gil ainda relembrou da Carta de Belo Horizonte, documento construído na Conferência Nacional Popular de Educação 2018, que contem dezenove itens sobre educação a serem exigidos de nossos governantes, entre eles, a revogação da EC55 e o fim da reforma do ensino médio.

Cleiton Gomes, do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), concordou com a fala do colega, e acrescentou que sem a revogação da ECC 95 haverá um engessamento completo da educação no país.

”Com o congelamento não teremos presidentes e governadores, teremos reis e rainhas que não poderão atuar porque não há o que fazer com o orçamento”, destacou.

DEFENDER A SOBERANIA

Rodrigo Medina, do Sindicato Nacional dos Docentes em Instituições de Ensino Superior (Andes) deu ênfase à defesa da soberania nacional nos tempos atuais.

”A conjuntura que atravessamos aprofundada por uma crise política institucional coloca sob risco a soberania nacional. Concebendo a educação como um dos pilares da nossa soberania, percebemos que este pilar está sendo demolido com cortes e contingenciamentos que fazem parte de um projeto maior de transferência de fundos públicos para o setor especulativo do capital financeiro”, disse.

Para ele, a defesa da soberania nacional passa pela defesa da educação.

”É preciso uma composição de esforços que transcenda a capacidade de mobilização do movimento estudantil, dos trabalhadores e trabalhadoras da educação e do movimento docente. É preciso fazer frente a tudo aquilo que põe em risco direitos historicamente constituídos”, destacou Rodrigo.

ACREDITAR NA JUVENTUDE

Cristovam Grazina, Coordenador de programas para a secretaria de Juventude de São Paulo e ex-diretor da UNE destacou em sua fala a importância da juventude reunida.

”Aqui, a figura do estudante extrapola a do indivíduo dentro da sala de aula e alcança discussões mais amplas. Nesse sentido, a UNE serve de farol para todas as políticas públicas de juventude que devemos adotar e cobrar dos governantes”, destacou.

Marianna Dias, presidenta da UNE, falou sobre a importância do Coneg num período em que se aproximam as eleições presidenciais.

”Ao longo desses três dias de evento poderemos refletir e formular sobre a pauta dos estudantes. Qual o Brasil que nós queremos viver, qual universidade que nós queremos estudar e qual o papel da UNE nesse momento tão importante que o Brasil vive”, falou.

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