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64º Coneg: A luta contra o machismo nos UNE

17/07/2016 às 14:01, por Cristiane Tada.

Estudantes e convidadas debatem apontam perspectivas para melhorar a vida das mulheres

Neste sábado (16) o debate “Por todas ela, lugar de mulher é onde ela quiser” debateu a luta diária das mulheres no nosso país onde o machismo ainda impera, na universidade, no mercado de trabalho, na mídia, e em toda as instituições da nossa sociedade.

Na fala das mulheres estudantes a certeza que acordar, trabalhar e estudar diariamente, e principalmente querer ir pra universidade e saber que lá é o seu lugar já é um grande desafio na vida delas.

Mafoane Odara, do Instituto Avon, mostrou alguns números da pesquisa feita em parceria com Data Popular, sobre violência contra as universitárias.

As constatações são aterradoras. De mais ou menos 1 milhão de mulheres que entram nas universidades por ano, só em 2016, de acordo com a pesquisa, 741 mil vão sofrer algum tipo de violência.

“É muito duro quando você ouve que 1/3 dos homens acham que não tem problema nenhum se aproveitar de uma menina se ela estiver bêbada, e o mesmo tanto acha que se ela foi para uma balada ela sabe que está correndo risco”, afirmou.

Para Mafoane a violência contra as mulheres é um problema endêmico, e não vai acabar de uma hora para a outra, não vai ter uma solução. “Temos que entender que temos vários atores e trabalhar juntos”, afirmou.

Samia Bonfim, do Sindicato das Trabalhadoras da Universidade de São Paulo (Sintusp) lembrou a luta das mulheres na maior universidade do país, alvo de inúmeras denúncias de violência contra as mulheres. Foi dessa luta que o Sintusp e estudantes elaboraram uma série de sugestões para os problemas, desde medidas simples como melhorar a iluminação no campus, autoorganização das mulheres na moradia estudantil, centro de atendimento a mulher no Hospital Universitário, centros de ouvidorias igualitários nas Faculdades.

Ela lembrou ainda sobre como a política nacional reflete na vida das mulheres.

“É fundamental que este processo eleitoral tenhamos a mesma coragem e bravura nas ruas e nas escolas, ocupar a política com a primavera das mulheres, elegendo mais mulheres que estejam ao lado da luta do povo, das mulheres feministas”, ressaltou.

A representante da Marcha Mundial das Mulheres, Tali Pires, destacou também que o discurso conservador no Congresso Nacional se reflete em projetos que ameaçam a vida das mulheres como a terceirização, redução da maioridade, controle dos seus corpos, ameaça aos povos indígenas.

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Denise Dau, secretária de Mulheres da Prefeitura de São Paulo destacou a autorganização das mulheres no poder político, nos partidos, nas universidades, nas empresas para mudar essa realidade.

“Se você não muda a cultura machista que está no cotidiano para garantir desde a escola respeito autonomia, para as meninas futuras mulheres, a gente não consegue alterar todo esse quadro que precisamos modificar”, ressaltou.

Maria das Neves, coordenadora da União Brasileira de Mulheres (UBM) argumentou como o golpe político que tirou Dilma Rousseff do poder tem a ver com a vida das mulheres. “ Só com a retomada da democracia as mulheres e seus direitos podem avançar”, afirmou.

Para Maria este é o momento de profundo diálogo para combater o machismo e fortalecer a diretoria de Mulheres perpassa todas as forças políticas que compõe a UNE.

Durante o debate as estudantes vindas de diversos Estado do Brasil apontaram algumas perspectivas para levarem para os seus DCEs como criarem coletivos, coordenadorias, ouvidorias, para combaterem a violência estruturalmente dentro da universidade

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