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5 motivos porque a UNE é contra a intervenção militar

30/05/2018 às 17:59, por Da Redação.


Entenda ponto a ponto os motivos da entidade rechaçar um governo de militares no país

A ideia de que uma intervenção militar poderia trazer melhorias para o país e acabar com qualquer vestígio de corrupção tem corrido solta por aí. Pedidos de retorno dos militares assustam aqueles que entendem o significado de tortura e cerceamento das liberdades.

Desde a sua criação, a União Nacional dos Estudantes tem lutado pela democracia. Mobilizada e contestadora, a UNE foi o primeiro alvo da ditadura militar que ao tomar o poder em 1964 metralhou, invadiu e incendiou sua sede, na Praia do Flamengo 132, na noite de 30 de março para 1º de Abril. Logo após o regime retirou legalmente a representatividade da entidade, que passou a atuar na legalidade.

Mesmo com diversos percalços os estudantes sempre estiveram do lado certo da história: do lado da liberdade política, da livre manifestação do pensamento e da luta por direitos iguais para todos e todas no Brasil.

Separamos cinco pontos para você entender ainda mais porque a UNE é contra a intervenção. Confira:

Intervenção é ditadura

Uma intervenção militar no país não seria neutra politicamente. O exército não é uma instituição neutra. Como a história nos ensina, uma intervenção viria acompanhada de supressão de direitos e censuras.

Intervenção não acaba com a corrupção

O problema da corrupção existe dentro de qualquer governo, seja ele democrático ou autoritário. Por isso, resolver tais problemas dentro de uma democracia, sem a remoção de liberdades e direitos fundamentais é mais eficiente e transparente para todos e todas. Numa ditadura militar não haveria espaço para questionamentos de qualquer espécie.

Respeito ao voto

Numa democracia os votos dos cidadãos e cidadãs valem muito. Votar e escolher o seu representante é parte fundamental para mudar os rumos do país. É o poder de escolha nas mãos do povo.

Respeito aos direitos humanos

Em 2014, depois de dois anos e sete meses de trabalho, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) confirmou em seu relatório 434 mortes e desaparecimentos de vítimas da ditadura militar no país. Entre essas pessoas, 210 são desaparecidas. Igualmente, o relatório da Comissão da Verdade da UNE listou a morte e o desaparecimento de 85 estudantes, entre eles o presidente da entidade Honestino Guimarães, Helenira Rezende e Alexandre Vannuchi Leme. Relatos de torturas e agressões também estão presentes. Rechaçar a intervenção é respeitar o direito à vida.

Isolamento econômico

A Organização das Nações Unidas (ONU), através do Fundo de Democracia das Nações Unidas (UNDEF) e do Conselho de Segurança repudia publicamente atitudes anti-democráticas ou ditatoriais, o que poderia isolar o Brasil internacionalmente e trazendo consequências devastadoras para a economia.

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