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42º Conubes: estudantes tomam as ruas de Goiânia contra o Escola Sem Partido

01/12/2017 às 17:04, por Renata Bars com informações UBES Fotos: Nilmar Lage.


Passeata também repudiou o projeto de reforma do ensino médio e os retrocessos na educação

Cerca de 7 mil jovens secundaristas de todo o Brasil se uniram na tarde desta sexta-feira (1), em Goiânia, para a passeata do 42º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). O ato reuniu forças do movimento estudantil numa reivindicação pelo fim da reforma do ensino médio e da Escola Sem Partido, apelidado de ”lei da mordaça”.

Na saída da marcha, na Praça Universitária, já era possível ver jovens amordaçados numa clara crítica ao projeto que pretende restringir a democracia e a liberdade de expressão nas escolas.

”Os estudantes que ocuparam suas escolas estão aqui fazendo a sua passeata, com energia, para dizer que não concordam com o governo do nosso país, que querem eleições diretas, querem democracia, querem uma escola diferente e democrática”, falou a presidenta da UNE, Marianna Dias, que também participava do evento.

Estudantes ocupam a Praça Universitária, em Goiânia, durante a passeata do 42º Conubes

A diretora de comunicação da UNE, Nágila Maria, destacou a disposição dos secundaristas na luta pela educação.

”Precisamos estar na rua fortemente para garantir que as pautas de educação não retrocedam e é isso que os estudantes estão fazendo hoje. A Primavera Secundarista não acabou, ela segue viva e cheia de coragem”, disse.

ESCOLA SEM CENSURA

De autoria de Erivelton Santana (PSC), o projeto Escola Sem Partido determina que a escola “respeite as convicções das famílias dos estudantes”. Pela regra, um professor que fosse dar uma aula sobre o evolucionismo de Darwin, numa classe em que houvesse estudantes que acreditam no criacionismo, poderia ser questionado e até responder por um processo administrativo. Junto com este projeto, estão sendo analisados outros semelhantes, como o que proíbe até a distribuição de livros sobre orientação sexual nas escolas.

“Somos a geração que ocupou suas escolas e estamos aqui, juntos, demonstrando que a organização dos estudantes não aceitará censura. Queremos reflexão e crítica na escola”, falou a presidenta da UBES, Camila Lanes.

Camila Lanes, presidenta da UBES, protesta contra a ”lei da mordaça”

O Congresso da UBES trouxe uma série de convidados para debater educação, shows e atividades culturais para a capital de Goiás e segue até este sábado (2). Fique por dentro da programação no site e nas redes da entidade.

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