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4 campus da UFMT estão paralisados contra reajuste do valor do RU

03/05/2018 às 13:27, por Cristiane Tada.

Estudantes em protesto no campus de Cuiabá

Estudantes afirmam que a luta é contra o desmonte da educação pública e assistência estudantil

Estudantes da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) tem dado uma aula de resistência e unidade contra a tentativa de aumento em 5 vezes mais no preço do Restaurante Universitário.

Já são 4 campus paralisados, dos 5 – Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Barra das Garças/Araguaia. Para eles a questão não é apenas sobre o aumento das refeições, mas uma luta contra o desmonte da educação pública e por assistência estudantil.

Juarez Franco, estudante de História e representante do DCE do campus da capital conta que em Fevereiro com a universidade esvaziada pelas férias, a reitoria apresentou mudanças na política de acesso ao RU.

“Ainda sim ocupamos blocos em todos os campus, em Cuiabá e no interior contra a mudança de R$1 para R$5 reais na refeição”, conta. “Para nós o RU é uma das principais politicas de assistência e permanência”, completou.

O conjunto de estudantes organizados acreditam que existem meios da universidade manter o valor do RU assim como questionam irregularidades na administração dos restaurantes. “Em Cuiabá a a comida não é feita no RU, e sim fora e depois é trazida para cá. O custo aumenta com o transporte”, explica Juarez.

Na capital foi marcada uma assembleia geral no próximo dia 08 de Maio às 14h na Praça do RU. É possível que os os 11 mil estudantes do campus deflagrem greve estudantil.

Estudantes protestam no campus de Cuiabá 

Rondonópolis paralisada

Em Rondonópolis a ocupação começou no dia 24 de Abril. Assim que os 4 DCEs e a representação estudantil de Sinop foram chamados para que a proposta de aumento fosse apresentada houve negativa dos estudantes. “ A proposta não condiz com a nossa realidade. Não aceitamos porque essa decisão não pode ser tomada assim aleatoriamente. As alegações da reitoria são fracas”, destaca a representante do DCE e estudante de Zootecnia, Luana Caroline Kawamura Lopes.

No dia 27 de Abril em assembleia 15 dos 19 cursos votaram a favor da paralisação. Nesta sexta (4/5) acontecerá nova assembleia.

Ela destaca a falta de diálogo da reitoria, informações desencontradas e diz que me diz.

“Sabemos que esse aumento é uma política desse governo federal que tem arrasado com o PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil), que não tem recebido aporte necessário para uma real política de democratização”.

Luana lembra que a UFMT foi uma das primeiras universidades a aderir ao SISU e a adotar 50% das vagas para estudantes oriundos de escola pública antes que a lei fosse nacional. “É por esses estudantes que devemos olhar. A paralisação com adesão de 15 cursos é legítima e trata da permanência dos estudantes mais pobres”, afirma.

Sinop em greve

No dia 23 de Abril assembleia geral com a presença de 1088 estudantes deliberou greve estudantil em Sinop. O campus está sem DCE e o processo eleitoral foi suspenso devido as mobilizações.

Lá são nove cursos, um universo de 2900 estudantes matriculados, onde 2500 estão no campus. A estudante Amandla Silva Sousa de Medicina Veterinária conta que a greve tem sido marcada por tensionamento com o corpo docente. “Estamos em diálogo, temos o apoio oficial do Sindicato dos Docentes, mas infelizmente muitos professores que questionam a legitimidade da nossa paralisação”.

Estudantes reunidos no Campus de Sinop 

Ela conta que a greve estudantil, ocupação e trancamento da guarita principal do campus tem tipo um processo grande de mobilização e organização. Estão sendo realizadas atividades formativas na guarita, rodas de conversa para discussão da precarização da universidade pública, para discutir o PNAES, e o histórico do movimento estudantil que é muito combativo em Sinop. Em 2013 os estudantes paralisaram um mês e meio em prol da construção de um RU que na época não existia.

“Nossa luta não é só política de alimentação, as universidades públicas estão praticamente sem ter como funcionar. Estamos sensibilizando os estudantes para discutir esse projeto que está posto de de precarização para posterior privatização das universidades públicas”, destaca Amandla.

Após os processo de resistência que aconteceu em todos os campus, foram realizadas audiências públicas para debater o tema e como encaminhamento serão criadas comissões de estudantes e servidores para construção de uma nova proposta.

“Aí voltaremos as nossas assembleias para saber se essas comissões nos representam ou não”, afirma Amandla.

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