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34º Congresso da UEE-GO elege Ritley Alves presidente

09/10/2015 às 18:02, por Paulo Victor Gomes.

Encontro reuniu estudantes na cidade de Anápolis, interior do Estado

A União Estadual dos Estudantes de Goiás (UEE-GO) realizou, no último final de semana, seu 34º Congresso. O encontro reuniu cerca estudantes de todas as regiões do Estado na cidade de Anápolis, a 40 km da capital. Ritley Alves, estudante de Ciências Sociais da UFG foi eleito o novo presidente da entidade para os próximos dois anos.

“O Congresso mostrou o potencial do Movimento Estudantil goiano. Nesse momento de dificuldade que a gente está enfrentando, só os movimentos sociais são capazes de dar respostas. Sabemos que a luta de agora em diante vai ser árdua, mas mostramos com esse congresso que podemos vencer”, avaliou o novo presidente.

Ritley, integrante da chapa ”Abre Alas”, foi eleito com 58% dos votos. Em segundo lugar ficou a chapa “Nada Será Como Antes”, com 30%. Na terceira posição ficou a chapa “Que a UEE volte a ser perigosa”, com 12%. Como o estatuto da entidade prevê eleições proporcionais, todas as três chapas terão representação tanto na Executiva, de 15 pastas, como na diretoria plena, de 41 pastas, de acordo com a proporção de votos recebidos no Congresso.

Para o presidente eleito, a UEE terá grandes desafios do início ao fim da gestão. Segundo ele, os princípios norteadores da gestão serão manter a entidade presente no cotidiano das salas de aula, realizar grandes mobilizações nas ruas de Goiânia e de outras cidades do Estado e ser o pilar de articulação dos movimentos sociais e forças políticas progressistas em torno de uma agenda democrática.

“Teremos uma gestão com a cara da diversidade da juventude e preparada para enfrentar os desafios que estão postos pelo atual momento. Não fugiremos de nenhuma batalha!”, prometeu Ritley, que se disse emocionado pela confiança depositada nele para liderar esse ciclo que se inicia.

Mobilizações

Antes mesmo da posse, ainda não agendada, a nova gestão já começou com mobilização. Na terça-feira, dia 6, os estudantes ocuparam Brasília na Caravana da UNE contra os cortes orçamentários no setor educacional e em defesa da democracia brasileira.

“Se é verdade que o país enfrenta uma crise econômica e política, também é verdade que nem a penalização das camadas menos favorecidas da população e muito menos um golpe contra a presidenta Dilma são soluções aceitáveis. Não aceitamos nenhum centavo a menos para a educação, mas também não aceitamos que a democracia seja ameaçada. Queremos a taxação das grandes fortunas como alternativa para superar essa crise”, defendeu a diretora da UNE Déborah Evellyn.

Na mesma linha, Ritley disse que a UEE precisa estar sintonizada com a agenda política nacional. “Os cortes na educação e outras áreas sociais são um perigo. Além disso, nossa luta é para não ceder ao golpismo. Sabemos que tem muita coisa a ser mudada no Brasil. A política econômica não corresponde ao que queremos. Mas não somos irresponsáveis. Queremos mais avanços e mais conquistas, mas com respeito à decisão do povo nas urnas”, ponderou. Para ele, essa mobilização logo após o término do congresso serviu para manter em alta os ânimos da juventude goiana, e foi um ótimo começo para a gestão.

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