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31 de Março nas ruas contra as reformas trabalhista e da previdência

28/03/2017 às 16:35, por Redação.

Movimentos Sociais organizam nova paralisação nacional no dia que lembra o golpe militar há 53 anos

Contra a retirada de direitos da classe trabalhadora e contra o governo ilegítimo, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, junto com o Fórum das centrais sindicais anunciam um conjunto de ações para a próxima sexta-feira (31/03). A data lembra ainda o golpe militar de 1964, e deve trazer ainda várias atividades em torno do tema da defesa da democracia. Em São Paulo o ato será no vão do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 16h.

Para a UNE a Reforma da Previdência é parte de um programa de inversão do papel do Estado brasileiro, que passa a enxugar os investimentos em áreas sociais e retira direitos de trabalhadores e estudantes para beneficiar mais o pagamento de juros da dívida pública. “Derrotar essa Reforma é, não só garantir aposentadoria para o povo e sobretudo para jovens que ainda buscam entrar no mercado de trabalho, mas também a possibilidade de enfraquecer essa ofensiva neoliberal”, diz a “Convocatória: os Estudantes em defesa da Educação, da Democracia e do Brasil” aprovada no 65º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE.

Para que nunca se esqueça

Como uma das entidades mais perseguidas durante o período mais nefasto da nossa história, a UNE também vai lembrar dos seus mártires como o secundarista Edson Luís e o ex-presidente da UNE, Honestino Guimarães.

Edson foi um dos 300 estudantes que jantavam no restaurante estudantil do Calabouço no final da tarde de 28 de março de 1968 quando o local foi invadido por policiais ele foi assassinado, em meio à tensão do quarto ano da Ditadura Militar no Brasil.

Já Honestino, estudante de Geologia da USP, completaria 70 anos neste mesmo 28 de março. Perseguido devido a sua militância, foi preso diversas vezes e no ano de 1973 “desapareceu” e nunca mais foi visto.

“Vários líderes e heróis do movimento estudantil pagaram sua luta com suas vidas, procurados, e mortos como nosso eterno presidente Honestino Guimarães que até hoje não tem o seu corpo encontrado. Em nome dessas pessoas que nós seguimos a luta da UNE e nós seguimos a luta para continuar mudando o país”, destacou a presidenta da entidade, Carina Vitral.

Paralisação Nacional

As mobilizações do dia 31, assim como ocorreu nos dias 8 e 15 de março deverão tomar as ruas das principais capitais brasileiras. Paralisações de categorias, manifestações, trancamento de avenidas e rodovias são algumas das ações previstas.

De acordo com as Centrais Sindicais o Dia Nacional de Mobilização servirá para organizar a classe trabalhadora para a greve geral. Nesta segunda-feira (28/03) nove centrais sindicais divulgaram nota em que convocam uma paralisação dos trabalhadores para o dia 28 de abril em protesto contra a aprovação do projeto de lei que regulamenta a terceirização, além das reformas trabalhista e da Previdência.

“Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)”, afirmaram as centrais na nota assinada por Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Intersindical, CSP-Conlutas e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Novas datas de luta

O calendário de atos e mobilizações das Frentes é composto principalmente em defesa dos direitos conquistados, como exemplo, no dia 30 de março acontecerão mobilizações em defesa do programa Minha Casa Minha Vida.

Dia 07 de abril será a vez dos estudantes irem às ruas, na Jornada Nacional de Lutas, data aprovada no 65º Coneg da UNE.

“Conclamamos a todos os estudantes brasileiros para, em unidade, construirmos no dia 7 abril um dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência e em defesa da educação, reforçarmos as mobilizações dos trabalhadores rumo à uma greve geral e nos somarmos às mobilizações das organizações sindicais no 1 de maio, tornando-o como um dia histórico nas páginas da história brasileira. “, diz ainda trecho da Convocatória.

No dia 13 de abril, data que está prevista a votação na comissão especial que analisa a proposta da reforma da previdência, serão realizadas atividades para pressionar os deputados participantes desta comissão em Brasília.

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