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2º Encontro LGBT: GDs refletem amplitude dos desafios dos estudantes LGBTs

12/06/2016 às 15:28, por Cristiane Tada e Renata Bars.

Estudantes de todo o Brasil trouxeram seus relatos e vivências para dividir com convidados em salas temáticas

Estudantes de todo o Brasil trouxeram seus relatos e vivências para dividir com convidados em salas temáticas
No início da noite de sábado, os participantes do 2º Encontro LGBT da UNE se dividiram em grupos temáticos que discutiram Justiça e Cidadania; Cultura e Mídia; Participação e representação na política e Saúde por completo para a população LGBT.

Um dos debates mais bombados foi o de Cultura e Mídia que trouxe entre os convidados os youtubers Débora Baldin, do Canal das Bee e Danilo Dabague, a Lorelay Fox, Drag Queen há mais de 10 anos que criou o canal Paratudo.

Débora afirmou que o Canal das Bee é feito com intenção de acessar a galera LGBT de todo o país, mostrar que existem pessoas como elas e trazê-las para a militância. “O que eu sinto falta de ver hoje principalmente no público LGBT é a prática política”.
E deixou uma mensagem: “A função do Canal das Bee é trazer essas pessoas para cá, e a função de vocês gente é ter paciência para receber. O movimento organizado precisa de ter mais paciência para receber este segmento, tem que estar preparado para falar o ABC 40 mil vezes, ou seja, a gente precisa voltar a fazer militância de base”, destacou.

Para Débora é só trazendo cada vez mais pessoas para a militância organizada que vamos conseguir fazer alguma coisa revolucionária de fato.

Já Danilo afirmou que aposta na arte para mostrar que drag queen não é o bobo da corte de festa de hétero. ” A arte tem esse poder de unir a gente, ela quebra as barreiras que existem. Se você não entende o sofrimento que um gay passa, através de uma música você vai entender isso. A arte tem essa potencia de chegar no outro e um dos meus principais trabalhos é mostrar que drag queen dentro da nossa cultura é arte também”, destacou.

GDMidia

Para ele é incrível a potencia das redes sociais e a possibilidade de acesso a qualquer informação que você não teria em nenhum outro lugar, inclusive sobre vivências. “Hoje em dia eu vejo adolescente que estão começando no meio gay que vão começar a entender como funciona o ser humano, pessoas iguais a ele, porque ele conseguiu ver um vídeo no youtube que explicasse o Be-a-bá mais básico, pq a sociedade não propicia esse contato, e mais incrível ainda pessoas que não são LGBT começam a entender e entrar em contato com a gente”, contou.
Danilo afirmou que essas plataformas das redes sociais estão “do nosso lado”, do lado dos jovens, dos LGBTs e é preciso aproveitá-las.

Saúde LGBT

No debate temático ”Uma saúde por completo para a população LGBT”, os participantes tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e ouvir os relatos do ex-ministro da saúde e atual secretário da saúde da cidade de São Paulo, Alexandre Padilha e da integrante do Ministério da Saúde, atuante no departamento de apoio à gestão participativa, Jéssica Rodrigues.

Padilha falou sobre as políticas públicas implantadas na cidade de São Paulo e o sucesso do Projeto Transcidadania que integra saúde, educação, direitos humanos e muito mais. ”Cada vez mais precisamos exigir que as políticas não sejam setoriais. Integrar diferentes áreas para oferecer políticas efetivas é uma questão decisiva para o sucesso”, destacou.Para ele, a UNE tem papel decisivo nas universidades para desconstruir o preconceito.

”Os profissionais de saúde são formados em escolas extremamento conservadores que não falam sobre a população LGBT. Por isso, os estudantes tem papel fundamental e precisam abrir as portas da universidade para essa temática.
Jéssica reiterou que o preconceito e a discriminação afetam de forma negativa a população LGBT. ”Saúde não é só bem estar físico mas depende de todo um contexto social. O problema muitas vezes não está no paciente, mas no profissional”, enfatizou.
O debate explanou a saúde da população muito além da sexualidade. Saúde mental, sexual também fizeram parte das falas dos convidados.
”Falar de saúde LGBT não é apenas falar de HIV como muitos acham. Para além dessa importante questão, a população LGBT tem necessidades amplas de saúde, como as mulheres lésbicas que muitas vezes tem seu direito à saúde ginecológica dificultado, as transexuais que utilizam hormônios e também o acompanhamento psicológico que é fundamental”, falou Jéssica.

padilha

 

Racismo, Gênero e Classe

O debate que tratou das opressões de raça, gênero e classe e teve como convidado o rapper Rico Dalasam foi o último da noite.
“Acho muito importante esse debate essa consolidação de várias ideias que vem quando os jovens se juntam para falar”, destacou o músico.

Leia entrevista que ele deu para o site da UNE aqui >>>>>>

Para a representante da União Brasileira de Mulheres (UBM), Maria das Neves, a luta feminista é entrelaçada pela luta LGBT, e emancipar as mulheres perpassa por combater a lgbtfobia, o racismo e todas as formas de opressão.

“O feminismo ele liberta as mulheres, mas também toda a sociedade, os homens, e toda a população LGBT sendo o patriarcado nosso inimigo comum. Combater a lgbtfobia é combater o patriarcado, por isso é tão importante que o movimento LGBT se aproprie da luta feminista, e a luta feminista caminhe entrelaçada com a luta LGBT”.

Para Maria vivemos um momento ímpar de interrupção na democracia brasileira, dessa democracia e os direitos LGBTs e das mulheres são os primeiros a serem retirados por isso o momento é de união e luta.

GDclasse

 

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