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28 de abril: a aula de sexta foi nas ruas do Brasil

28/04/2017 às 20:50, por Por Natália Pesciotta Foto: Fábio Almeida.


O país inteiro parou e ensinou como se luta contra retrocessos e se faz a maior greve do País. Veja o que aconteceu em diversos estados.

Ônibus parados, avenidas desertas, lojas fechadas, por um lado. Por outro, praças e ruas lotadas de gente, movimento, cores e bandeiras. O cenário se repetiu nas cidades de todas as regiões do País e não permitiu que ninguém acordasse nesta sexta-feira, 28 de abril, sem notar que se tratava de um dos maiores movimentos populares dos últimos tempos. Cem anos depois da primeira greve geral brasileira, a paralisação deste dia, organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com o Fórum das Centrais Sindicais, promete entrar para a história, com paralisações e atos em todas as capitais e pelo interior.

Contra as reformas liberais propostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, principalmente a da Previdência e a Trabalhista, próximas a serem votadas, os trabalhadores cruzaram os braços e estudantes anunciaram: “A aula hoje é na rua”. Em um movimento inédito, até os funcionários de instituições de ensino particular se somaram à greve de educadores e profissionais da Educação.

Antes das quatro horas da tarde, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já previa a maior greve da história do Brasil, superando a de 1989, com 35 milhões de envolvidos.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC calcula 90% da categoria sem trabalhar, com as cinco grandes montadores paradas. Professores, metroviários, motoristas, cobradores e carteiros, bancários e até aeroviários de diversas regiões se somam ao movimento, além do engajamento de movimentos sociais de todas as áreas.

Veja o que aconteceu em vários estados:

Minas Gerais

Apesar da chuva, a Praça Sete ficou lotada nesta manhã para lutar contra retrocessos. Mais de 100 mil pessoas participaram! Os ônibus não circularam. Os campi da Universidade Federal de Minas Gerais amanheceram vazios, com adesão de professores, servidores e estudantes à greve geral.

São Paulo

A diversidade chamou atenção no Largo da Batata, onde uma manifestação com milhares de pessoas de todas as idades se reuniu no fim da tarde para rumar em passeata à casa do Temer, no alto de Pinheiros. Pararam os transportes da cidade e diversas outras categorias.

Rio de Janeiro

Logo de manhã, o Rio de Janeiro teve manifestações na frente da Assembleia Legislativa, e um grande ato na Cinelândia aconteceu de tarde. Também teve registros de manifestações no aeroporto Santos Dumont, além do fechamento da ponte Rio-Niteroi.

Rio Grande do Sul

Ônibus e trens ficaram paralisados na capital e no interior, além de registro de atos que fecharam rodovias no Estado. Manifestação em Porto Alegre contou com milhares de pessoas no início da tarde, partindo da Esquina Democrática para uma caminhada no Centro.

Bahia

Em Salvador, o transporte público parou, diversas categorias entraram em greve e as ruas do centro ficaram lotadas de pessoas. Alguns servidores aproveitaram o táxi oferecido pelo prefeito ACM Neto para ir à manifestação (foto de baixo).

 

Ceará

Milhares de manifestantes começaram o dia  na praça da Bandeira, em Fortaleza, e seguiram até a praça do Ferreira, no Centro, contra os retrocessos. O transporte público operou com menos da metade da capacidade.

Mato Grosso

Com transporte público e várias categorias parados, Campo Grande reuniu mais de 60 mil pessoas nas ruas do centro em protesto pelas reformas de Temer.

Paraná

Além da capital ter amanhecido sem transporte público, o aeroporto Afonso Pena também foi fechado para pousos e decolagens pela manhã. No centro da cidade, milhares de manifestantes protestaram contra reformas em frente à Fiesp. Nas bexigas lia-se: “Toma que o pato é teu”.

Pernambuco

Mais de 50 mil pessoas saíram da praça do Derby, no Recife, para uma manifestação no centro da capital no começo da tarde. Os rodoviários aderiram à greve geral e a cidade amanheceu sem ônibus e com terminais integrados vazios, além do MST ter fechado a BR-101.

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