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20/8: Veja sete motivos para ir para a rua

17/08/2015 às 17:27, por Redação.

Movimentos sociais criticam o ajuste fiscal e defendem a democracia

A UNE e os movimentos sociais unidos vão sair às ruas de diversas cidades do país na próxima quinta-feira, dia 20/8, para lutar por mais direitos, defender a liberdade e a democracia. Estão confirmados atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Belém e Salvador.

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As centrais sindicais, as entidades estudantis e os movimentos populares são contra o ajuste fiscal e os prejuízos causados à classe trabalhadora, porém defendem a estabilidade democrática, que está ameaçada pela ofensiva conservadora em curso no Brasil.

“A passeata do dia 20/08 é um contraponto da passeata do último domingo não pela pauta do impeachment, mas sim pela diferença de ideias e pensamentos sobre o que queremos para o Brasil. Os movimentos sociais querem dar um rumo para a sairmos da crise de um modo diferente. Para nós, a real saída é pela esquerda, com mais investimentos e aprofundamento das mudanças rumo ao desenvolvimento’’, analisa a presidenta da UNE, Carina Vitral.

O coordenador-geral do MTST, Guilherme Boulos, destaca a necessidade de se construir uma unidade entre os movimentos sociais e disputar a agenda política da sociedade e do governo federal. “A agenda que está colocada não é a agenda dos estudantes, dos trabalhadores e do povo brasileiro. Não tem pacto. Os projetos de sociedade são opostos”, observa Boulos, em referência ao acordo firmado entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Veja sete motivos defendidos pela UNE para a manifestação do dia 20/8:

1) DEFENDER A DEMOCRACIA

A democracia é um sistema político que todo cidadão participa da vida política do país e escolhe livremente os seus candidatos.

Em encontro com a presidenta Dilma Roussef, no último dia 13/8, Carina Vitral ressaltou a importância da democracia na história da entidade estudantil e também do país como um todo.

“A UNE completou 78 anos no último dia 11 de agosto com uma história marcada por lutas, sobretudo luta pelo Brasil, em defesa da democracia e dos estudantes. Somos a entidade que lutou na ditadura, onde as vidas de muitos de nossos líderes foram ceifadas. Por toda essa história, nós sabemos dar valor a democracia, porque pagamos com as nossas vidas, sabemos dar valor a esta recente e também valiosa democracia”, disse.

2) CONTRA OS CORTES NA EDUCAÇÃO

Os corte de mais de R$ 10 bilhões ameaçam os avanços da educação brasileira no último período, como a ampliação do Fies, do ProUni, das cotas e das universidades federais.

Para a presidenta da UNE, a educação deveria ser poupada do ajuste fiscal. “Nós lutamos por mais de uma década pra aprovar os 10% do PIB e os royalties pré-sal para a educação. Nós achamos que a saída da crise é ter mais investimento na educação e aprofundar as mudanças”, ressalta.

3) CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Está provado que a redução não é a solução para o problema da violência no país. Ela coloca em risco a vida de milhares de jovens, especialmente os negros da periferia.

“A redução tira a proteção que o Estado garante aos jovens de ter oportunidades iguais e permite que a juventude negra e pobre do Brasil seja perseguida e encarcerada. A solução para a violência é a educação, não é jogar o jovem em uma prisão violenta e criminosa”, opina a presidenta da UBES, Bárbara Melo.

4) DEFENDER A PETROBRAS

A revisão da partilha do pré-sal e a ameaça de privatização da Petrobras colocam em xeque importantes conquistas dos estudantes: a destinação dos royalties do petróleo e do fundo social do pré-sal para a educação.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) estará nas ruas no dia 20/08 em defesa da estatal.

‘’Vamos defender a democracia e se contrapor às tentativas de entrega do pré-sal e da Petrobras. O país atravessa uma grave crise política, onde a direita vem se fortalecendo e ocupando espaço no Congresso Nacional, no judiciário e nas ruas, atacando o estado democrático de direito e colocando em risco conquistas sociais. É preciso reagir.’’

5) DEFENDER UMA REFORMA POLÍTICA DEMOCRÁTICA

A Câmara dos Deputados aprovou uma reforma eleitoral de mentirinha que não coloca fim no financiamento empresarial de campanhas. A UNE defende uma reforma de verdade que combata a corrupção e amplie a participação popular!

O ex-presidente da UNE e atual representante da Comissão de Mobilização de Reforma Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aldo Arantes, destaca a importância de uma reforma política democrática.

“Não podemos falar reforma política no geral porque existe uma reforma política anti-democrática em curso. Nós temos que falar em reforma política democrática com um objetivo fundamental que é acabar com o financiamento privado de empresas, que hoje é responsável por 95% dos financiamento de campanhas e mola propulsora da corrupção.”

6) PEDIR REFORMAS POPULARES

Para aprofundar a democracia brasileira e diminuir as desigualdade sociais, defendemos mudanças necessárias e urgentes como as Reformas Tributária, Urbana, Agrária, Educacional e a Democratização das comunicações.

“Somos contra as saídas à direita e golpistas para a crise. O ato do dia 20/08 não é um ato em defesa do governo, mas um ato contra o ajuste fiscal e em defesa das reformas populares e saídas populares para a crise. É um ato de cobrança e de crítica’’ destaca o coordenador do MTST, Guilherme Boulos.

7) POR UMA NOVA POLÍTICA ECONÔMICA

Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo taxe as grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro e faça uma auditoria da dívida pública.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, terceirizar é cometer um crime contra os trabalhadores. “A PEC da terceirização é um ataque nefasto aos direitos dos trabalhadores, não só aos sindicalizados, mas os mais precarizados, que estão amontoados nas periferias urbanas, são afetados diretamente”, disse.

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