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1º ECOM da UNE debate mídia de massa e oferece oficinas de formação

22/09/2017 às 18:27, por Cristiane Tada e Renata Bars.

Presidenta Marianna Dias, durante debate sobre Mídias e Massas
(Cuca da UNE)

Reunidos em São Paulo, convidados e estudantes trocaram experiências e planejaram novas ações de comunicação

Assim como há exatos 40 anos quando a polícia invadiu a PUC na comemoração ao 3º Encontro Nacional dos Estudantes (III ENE) preparativo para reconstrução da UNE, o 1º Encontro de Comunicação da entidade realizado nesta sexta-feira (22) na sede dos Jornalistas Livres em São Paulo, começou com a ‘visita’ da polícia.

A abordagem da corporação sem motivo aparente, mostrou que a ditadura pode ter passado, mas suas práticas reinam soltas. Mais uma vez não intimidaram os estudantes.

“Hoje é dia importante, há 40 anos eu fui presa no TUCA e fui levada para o DOPS. Eu era do movimento estudantil e ele fez parte da minha vida”, contou a jornalista Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres uma das convidadas do debate sobre Mídias e Massas, a primeira atividade do dia.

Para a ativista vivemos uma terrível ofensiva para que cada movimento fique isolado no seu quadrado, “mulher com mulher, trans com trans, e fazendo assim estamos prestando um serviço incrível para os kim kataguiris”.

Para Laura, a capilaridade que a UNE tem e o fato de ser o único sindicato unificado do Brasil deve ser motivo de orgulho. “O Congresso da UNE tem que ter um cara do PSDB para acontecer. Temos que ser desprendidos, temos que entregar as senhas das nossas redes para todos os companheiros que querem fortalecer essa entidade. Eu acho que se fazemos isso damos sentido, somos de esquerda porque somos generosos, somos inclusivos”.

Assista um pouco do que rolou:

NÃO É SÓ TÉCNICA

A jornalista Ana Flávia, do Barão de Itararé, da Comunicação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo destacou em sua fala que a a comunicação para quem quer mudar o mundo não pode ser só técnica.

“Os meios de comunicação nos últimos tempos tem cumprido um papel fundamental no esvaziamento da democracia. Já faz tempo que as grandes forças compreendem a comunicação como uma disputa discursiva e ideológica que precisamos entender mais”, destacou.

Para Ana a UNE tem um desafio tremendo que é combater a antipolítica. “ Comunicação não é só um meme, precisamos ganhar esses estudantes para que cada um seja um comunicador popular, para combater a antipolítica. As redes não devem ser só um espaço de lazer.

A UNE precisa continuar tocando em temas caros, como o desenvolvimento do Brasil e a soberania nacional”.

CRISE E OPORTUNIDADE

Para o Midialivrista Rafael Vilela, do Fora do Eixo e da Mídia Ninja toda crise gera uma oportunidade do tamanho da crise. ”Na nossa história recente do Fora do Eixo e da Mídia Ninja, sempre encontramos um problema e a solução na mesma dimensão. Agora vivemos a crise da política da representação, de mediação da sociedade, acho que é a hora da renovação mais extrema. A análise pode ser muito pessimista da perspectiva do que se perdeu, principalmente políticas públicas, mas por isso a política está sendo debatida em todos os espaços.

Se por um lado tem uma aversão, que é entendível devido ao contexto da forma com que ela se organiza, é também uma oportunidade gigante“, ressaltou.

Também presente no espaço, o jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada contou do orgulho de ter sido do CPC da UNE, como ator do filme 5xFavela, um dos precursores do Cinema Novo, e uma peça chamada Em Tempos de Greve. Ele destacou que uma das tarefas da esquerda é impedir o golpe de governar.

“Não há muito o que se possa fazer diante das circunstâncias que sabemos, mas é uma das formas de impedir o golpe de governar são ações como a resistência heroica das senadoras que sentaram na mesa e impediram a votação da reforma trabalhista no senado”, lembrou.

A presidenta da UNE, Marianna Dias, agradeceu a presença dos convidados e o comprometimento em contar a história da UNE e “dessa geração que tem feito a história do Brasil. Tem muitas coisas acontecendo de ruim, mas a pior delas é a tentativa da grande mídia de criminalizar a política. A contribuição de vocês [comunicadores] é mostrar que a política não é feita só no carpete”, disse.

Participaram ainda do debate o jornalista Renato Rovai, da Revista Fórum e o jornalista Luiz Felipe da Rede Brasil de Fato.

ESPAÇO DE FORMAÇÃO

No período da tarde, as oficinas tomaram conta do 1° Ecom. Escrita, cobertura colaborativa e redes sociais foram alguns dos temas explanados durante o evento.

“A ideia das oficinas foi fornecer um espaço de formação que democratizasse um conhecimento que é um pouco mais técnico, dando aos estudantes uma visão mais ampla da comunicação e a possibilidade de pensarem melhor suas próprias redes”, falou a diretora de comunicação da UNE, Nágila Maria.

No final do Encontro os estudantes assinaram uma carta e colaboração mútua na comunicação das próximas ações da entidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Livro A Razão populista, Hernesto Laclau, professor de história da universidade de Buenos Aires.

 

 

Defende o que ele chama de democracia radical.

O Peronismo foi menosprezado porque o pensamento de direita definiu o peronismo como populista. Populismo estabelece uma lógica da diferença, que pode se manifestar e é a melhor maneira hoje de manifestar a democracia radical.

Todos que estão numa situação de inferioridade são colocados nesse lugar pela elite, adversário direto.

Defende que se criem núcleos de contraste entre os desfavorecidos e o poderoso e esses núcleos de resistência são movimentos populistas porque opoe o povo contra a elite e elas podem ser articuladas para se reunir em confronto ao regime de exploração que vivemos.

 

 

Tipo de reflexão que temos que fazer diante a ausência absoluta de perspectiva de luta. Modo de pensar uma estratégia completa.

 

 

Adversário dos estudantes, tentativa de acabar com a universidade pública.

 

 

 

Renato Rovai, da Revista Fórum,

que formas de luta podemos construir para não cair na esparrela de achar que tudo se resolve em /outubro de 2018.

“um golpe não é, um golpe vai sendo”

 

 

alto escalao das forcas armadas tem receio do bolsonaro, do papel que ele pode desempenhar em tornar as forcas armadas caricatas

forças armadas estão em ebulição

cenário deve piorar porque a denúncia contra o temer está sendo oferecida na camara]mes de disputas dentro do golpismo

visao de aprofundamento dessa crise e a longo prazo a coisa pode ficar muito pior ainda ele sendo cassado ou não

se ele for cassado tera realinhamento de forças caminhando pras reformas rapidamente (previdencia, agrobusiness) com uma força muito maior do que o governo temer

se não for cassado o cenário pode ser um governo temer escangalhado e pode acontecer qualquer coisa entre essas coisas o fortalecimento das forças armadas pensando em ”por ordem na casa”

esse acerto de contas de 2018 pode não se realizar

qual o papel que a gente desempenha nesse cenário? Nos temos influencia pra construir agendamentos, colocar questões a serem debatidas

começar a discutir um pouco mais os pontos dessa luta anti sistêmica do golpismo.

Esse golpe aconteceu porque haviam interesses econômicos imensos para que bancos e grandes empresas trabalhassem pelo seu sucesso

destruição das leis trabalhistas

temos que escolher qual o nosso papel na historia. Temos que construir dentro de algumas bandeiras essa ponte entre redes e ruas e a gente pode conseguir fazer isso

a viralização é um dos papeis dos ativistas de comunicação

nosso papel é fazer com que as redes reflitam aquilo que nos interessa das ruas

pra que aquilo que está acontecendo nas ruas se torne cada vez mais potente e consiga mudar a conjuntura política

comunicação hoje é uma necessidade humana e a gente pode construir uma forma de luta diferenciada

uma coisa potente é ter muitos centros de debate politico e produção de cultura espalhados por todo país.

 

 

 

 

 

Laura Capliglione, ativista dos Jornalistas Livres

 

 

Hoje é dia importante, há 40 anos eu estava presa no DOPS.

 

 

 

 

 

Luiz Felipe, jornalista do Brasil de Fato

 

 

foi uma lacuna na esquerda que não conseguia ter uma ferramenta de comunicação comum, que fosse mais amplo de que uma organização só do MST, um formato nacional e impresso.

 

 

 

Em 2003 Mudança na forma de tablóide obrigou a adaptação na questão da linguagem, textos mais curtos, que fizesse diálogo com a classe trabalhadora. Ele passou a ser regional e permitiu a articulação de forças e organizaçẽos locais que se indentificam melhor.

 

 

Percebemos ara se ter um veículo de comunicação comum, é preciso ter um projeto comum.

 

 

E aumentou a edições também que se ampliaram muito mais, bem como a distribuiçao gratuita.

 

 

Repensar a atuação na internet.

 

 

Temos que juntar o acúmulo de 10 anos da área jornalistica com a parte de Tecnologia da Informação. Foi quando criamos em 2015 o Centro Popular de Mídias, projeto maior que o brasil de fato, mas como braço principal.

 

 

Ampliar o formato para fala fora da bolha e dialogar com o senso comum, podemos partir dele, mas sempre com o desafio de superá-lo, dar voz aos invisíveis, uma série de objetivos do que seria esse espaço.

Lançamos recentemente a calculadora da previdência, algo simples que ajuda no debagte, no processo de politização, trazia conteúdo jornalistico, TI e design gráfico.

 

 

Como estamos organizados? Intensificamos a Radio Agencia, e readaptar nossa linguagem de acordo com as rádios comunitárias como referencia de conteúdo. Partimos do princípio, um texto para a rádio e republicamos depois para a internet. Vamos fazer um curso de formação em rádio para articular várias rádios do Nordeste e estamos comprando ingresso em rádios comerciais.

 

 

Desafio de articulação entre as nossa redes, falar além dos convencidos, pautas positivas, não só ficar na denúncia. “ a gente cansa de só ver tragédias sem perspectivas”.

 

 

 

Mídia Ninja

 

 

Rafael Vilela,

 

 

saudar a UNE no movimento de comunicação e cultura que tem crescido desde a fundação do Cuca.

Por mais que pareça que está tudo ruindo temos uma geração que cresceu num momento progressista e não vai deixar de lutar

 

 

 

Aconteceu isso na música, com a crise da indústria da música, quando os coletivos começaram a organizar festivais, nos organizamos a partir de movimento musical, que estava envolvendo uma geração toda numa leitura política que estava participando de conselhos municipais

 

 

agora vivemos a crise da política da representação, de mediação da sociedade, acho que é a hora da renovação mais extremo. A análise pode ser muito pessimista da perspectiva do que se perdeu, principalmente políticas públicas, mas por isso a política está sendo debatida em todos os espaços.

Se por um lado tem uma aversão, que é entendível devido ao contexto da forma com que ela se organiza, mas é uma oportunidade gigante.

 

 

Os jornalistas livres também vem na contranarrativa da direita.

 

 

 

Raissa

 

 

Como a UNE está se ressignificando na comunicação. Nesse momento vemos o protagonismo das mulheres, estudantes, estão se colocando como protagonistas no campo da comunicação.

 

 

 

Vemos várias ocmunicações exitosas, conquistas, que vieram exatamente quando eles assundo sua voz própria.

 

 

Diversidade de pautas, dentro do MN falamos da prostitutas, movimento do campo, estudantes, todos tem voz, essa disputa tem que ser feita .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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