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1º de maio em São Paulo reforça: o golpe será barrado nas ruas!

02/05/2016 às 16:02, por Renata Bars.

Celebração contou com a presença da presidenta Dilma que anunciou medidas importantes para trabalhadores e movimentos sociais

O histórico 1º de maio, dia do trabalhador e trabalhadora em todo mundo, deixou novamente sua marca neste ano de 2016. As comemorações reuniram milhares de pessoas em todo país numa clara resistência contra o golpe, e reforçou a unidade das ruas. Em São Paulo, no Vale do Anhagabaú, a presidenta Dilma Rousseff discursou para o publico que bradava ”fica querida” e anunciou medidas importantes como o reajuste do Bolsa Família e da tabela do imposto de renda.

“Estamos autorizando um reajuste no Bolsa Família que vai resultar em um aumento médio de 9% para as famílias. Essa proposta não nasceu hoje. Ela estava prevista lá em agosto de 2015 quando enviamos o orçamento par ao Congresso. Essa proposta estava prevista, e diante do quadro atual, tomamos medidas que garantem aumento na receita neste ano e nos próximos para viabilizar esse aumento no Bolsa Família. Tudo isso sem comprometer o cenário fiscal”, anunciou a presidenta.

Outra medida anunciada pela presidenta foi a ampliação, por mais três anos, do Programa Mais Médicos.

Durante meia hora, Dilma falou sobre a tentativa de golpe ao seu governo e reiterou que não desistirá de seu mandato.

“O golpe é contra a democracia, contra conquistas sociais. É dado também contra investimentos estratégicos no país, como o pré-sal. O mais grave é que impediram o Brasil de combater a crise econômica e o crescimento do desemprego. Eles vão aprofundar a crise. Quero dizer uma coisa para vocês: vou resistir, eu vou resistir e lutar até o fim”, afirmou ao final do discurso. “Não é a minha pessoa. O meu mandato é o que foi dado por 54 milhões de pessoas, que acreditavam num projeto. O projeto que querem impor não foi vitorioso nas urnas. Vão às urnas, se coloque sob o crivo do povo brasileiro.”

Apoio dos Movimento Sociais

Mais cedo, líderes de movimentos sociais discursaram e declararam a continuidade na luta contra o golpe.

A presidenta da UNE, Carina Vitral, reafirmou que a luta contra o golpe acontecerá nas ruas. ”Impeachment sem base legal é golpe e a juventude brasileira está do lado da democracia. Nós dizemos em em alto e bom som que se esse golpe passar o governo Temer não será reconhecido pelos estudantes”, falou.

O deputado federal Orlando Silva (Pcdob-SP) destacou que essa não é a primeira vez que as elites rasgam a constituição para fazer valer seus interesses. ”Eles podem vir porque o povo organizado vai reagir e vai defender a democracia. 300 deputados não valem 54 milhões de votos”, bradou.

”O impeachment aprofunda a crise. Estão tentando vender a ideia de que com o impeachment o Brasil sai da crise. Mas nós sabemos que não é assim. Se derem o golpe iremos às ruas para trazer a presidenta de volta”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

O presidente da CTB, Adilson Araújo também reafirmou que a força das ruas estará presente para barrar o golpe. ”Há a  necessidade de tomar as ruas para impedir o retrocesso e fazer valer a imediata retomada do crescimento econômico e destinar centralidade ao processo de valorização do trabalho”, disse.

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