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10ª Bienal da UNE quer reinventar a literatura: inscreva seu trabalho!

21/12/2016 às 14:06, por Cristiane Tada.

Mostra Estudantil vai homenagear a Contracultura e a Literatura Marginal

Prosa, crônica ou verso, é só chegar! A 10ª Bienal da UNE, que acontece de 29 de Janeiro a 01 de Fevereiro, está com as inscrições abertas para a Mostra estudantil de Literatura. Faça sua inscrição aqui.

Na última Bienal da UNE a mostra de literatura teve grande destaque, e as apresentações poesia tiveram como mestre de cerimônia ninguém menos que o Poeta Sérgio Vaz, do Sarau da Cooperifa de São Paulo.

E para a 10ª Bienal da UNE, em Fortaleza no Ceará, o que os participantes podem esperar?

Nesta edição o maior festival estudantil da América Latina está homenageando os movimentos artísticos e nas letras o tributo será feito a Contracultura e a Literatura Marginal.

A Contracultura é um movimento que surgiu no Brasil nos anos 1960. Foi liderada sobretudo por jovens que resolveram romper com a chamada ‘cultura oficial’, com o mainstream e o que era posto na sociedade como produto cultural.
“Por ter sido um acontecimento transformador no que diz respeito ao comportamento dessa juventude, a ação contracultural percorreu por todas as expressões artísticas. A escolha desse movimento se justifica por ser muito parecido com o que se vê hoje, com os jovens dos movimentos estudantis, da primavera secundarista e das ocupações”, explica a organizadora da Mostra Selecionada, Brenda Amaral.

Na literatura, José Agrippino e seu livro PanAmerica (1967), virou símbolo da Contracultura e formou uma das linhas condutoras da estética desenvolvida depois pela Tropicália.

Brenda ressalta que o produto dessa literatura de hoje enquadra-se muito na lógica contracultural experienciada pelos jovens da década de 1960-70. “ É uma movimentação que nada contra as correntes e facilidades da indústria cultural do agora, ao mesmo tempo em que navega com elas, para se apropriar dos recursos técnicos da contemporaneidade. Zines, lambe-lambes, libretos de pouco custo, publicações independentes em geral são os objetos artísticos que concretizam a literatura hoje”.

+ Poesia

A primeira Bienal realizada na terra da literatura de cordel e do repente vai também fazer um sarau em homenagem a Patativa do Assaré, poeta popular, compositor, cantor e improvisador cearense.

“Poeta, cantô de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu”. (Patativa do Assaré)

De acordo com Brenda, as periferias de Fortaleza tem uma experiência muito forte com a poesia.

“Em várias comunidades acontecem saraus e isso se relaciona muito com o hip hop também, que aqui tá pegando fogo, com coletivos muito f***s fazendo a cena cultural da cidade. Vamos organizar um grande sarau com o microfone aberto para quem quiser chegar”, afirmou a estudante.

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