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LUGAR DE MULHER É… NO TATAME!

sarah

Ela foi a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha de ouro no judô em uma Olimpíadas, nos Jogos de Londres de 2012. Sahah Menezes tem apenas 24 anos e 1 metro e 54 cm de altura, mas carrega um título de grande responsabilidade: o de ídolo absoluto brasileiro na arte marcial que escolheu. No Piauí, onde até hoje mora, ela é motivo de orgulho incondicional. A judoca concedeu uma entrevista ao site da UNE, por email, em meio a uma competição. Confira:

ESPORTE

Sarah conheceu o judô como ela mesma diz “por acaso” na escola que estudava no bairro Bela Vista 2, de Teresina. Tinha só nove anos quando viu uma apresentação na escola. Acabou entrando por conta própria e nunca mais parou.

Hoje vemos muitas mulheres treinando não só judô como artes marciais em geral. Quando questionada sobre descriminação ela afirma que toda a vida treinou com homens e mulheres e nunca sofreu preconceito. “Sei que existe muito preconceito na sociedade e eu acho um absurdo! Mas o esporte, especialmente o judô, serve para ambos os sexos e não discrimina ninguém”, destacou.

Ela destacou a história e a filosofia de educação e respeito do judô. “Acredito que o judô como os outros esportes ajudam a formar grandes cidadãos, pessoas boas, direitas, educadas”.

VIDA

Sarah está no 6º período do bacharelado em Educação Física. Como toda campeã a rotina é bem corrida: treino de manhã e a noite, e a tarde vai para faculdade. Para isso conta que rola toda uma programação para conciliar os dois calendários. “Mas para tudo isso acontecer, eu tenho que me dedicar muito todos os dias e pesquisar muitas coisas através da internet”, afirma. E sobra tempo livre? Ela diz que sim e que gosta de fazer de tudo um pouco nessas horas.

Há dez anos ela era uma garota que se divertia nos treinos, só pensava no judô e não era nem da seleção brasileira. Perguntamos sobre o futuro e Sarah disse que daqui a dez anos, ela quer estar se divertindo com os filhos.

E como foi ser a primeira atleta feminina do judô a conquistar o ouro em uma Olimpíada? “Foi maravilhoso! A primeira coisa que veio na minha cabeça foi a sensação de uma missão cumprida em minha carreira como atleta”, destacou.

Ela diz que ser um ídolo do esporte é muito bacana, e que se sente muito honrada. “Tenho certeza que sou um bom exemplo para essa juventude por causa do meu esforço para vencer e pela minha história de vida”. A gente também acha.

Cristiane Tada

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