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Lugar de mulher é…. no palco!

uyara

Doce e sorridente, no palco ela só quer se divertir. Quando entra em cena ao lado da Banda Mais Bonita ela é a imagem do frescor e a leveza do grupo, e a voz da cantora cresce. “Se eu consigo estar livre, e só fazendo o que eu quero, estando à frente dessa banda é porque eles [Diego, Vinícius, Rodrigo e Luis] me dão uma enorme rede de segurança”. Ela não disfarça a admiração musical que sente pelos parceiros de palco “os meninos são gênios, artisticamente, eu admiro muito eles”.

E machismo? Tem muito no meio artístico? Como se fosse a irmã mais nova dos parceiros, Uyara se diz protegida e respeitada em todos os sentidos.

“As pessoas sempre me perguntam em termos de paquera, de assédio, e eu acho que o fato de eu tá sempre rodeada de meninos, ninguém vem me paquerar depois do show”, brinca ela.

O COMEÇO

A paranaese Uyara Torrente tem 26 anos e sempre quis ser atriz. Com o incentivo dos pais, desde pequena cantava “de brincadeira” e atuava. Mas foi depois de o vídeo de “Oração” explodir no youtube em 2011 (com mais de 12 milhões de visualizações) e a Banda Mais Bonita da Cidade ficar famosa nacionalmente, que cantar virou profissão de verdade, do tipo “para pagar as contas no final do mês”.

Entre uma agenda de ensaios para uma peça de teatro e shows – Uyara vive de música e agora tenta conciliar a vida de atriz que sempre teve, com a de cantora – ela atendeu o site da UNE para um bate-papo e falou um pouco sobre como é ser a voz de uma banda de sucesso espontâneo impulsionado pela internet e composta por quatro rapazes: Diego Plaça (baixo), Vinícius Nisi (teclados), Rodrigo Lemos (guitarras) e Luís Bourscheidt (bateria).

A Banda Mais Bonita da Cidade lançou seu segundo disco no fim do ano passado “O Mais feliz da Vida” e está em turnê pelo Brasil. Apesar do nome, o disco em que banda trabalhou um ano em cima, não traz músicas tão alegres assim. “O disco fala de trajetórias, não necessariamente trajetórias felizes”, explicou a cantora. Para ela, o segundo cd está bem mais maduro, muito devido à experiência de tocar pelo país todo e fora dele.

A BANDA

Foi em Curitiba, cidade que Uyara mora desde os 17 anos, no curso de Teatro da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), que ela leu, assistiu, escreveu, descobriu o que gostava e o que nem gostava tanto no universo cultural. Foi lá que adquiriu know-how, conheceu Léo Fressato, um dos compositores do grupo e todo o restantes da banda. Foi lá também onde conheceu as músicas do dramaturgo [Luiz Felipe] Leprevost, “Fiquei fascinada. Pensei: que vontade de cantar essas coisas. Quero fazer uma banda só para cantar essas músicas!”. E foi assim, “só para se divertir”, que nasceu A Banda Mais Bonita da Cidade.

Hoje, ela diz que “acha que está começando” a cantar. “Eu nunca tinha me considerado uma cantora, para mim foi mais uma coragem de assumir isso, de falar cara então tá do dia para a noite eu virei cantora, eu virei a líder de uma banda, eu preciso saber falar sobre isso, eu preciso saber lidar com as críticas, porque as pessoas vão me criticar como se eu cantasse a vida inteira”.

Depois do sucesso, hoje eles são parceiros de pessoas que eram fãs, como o cantor China. Uyara participou inclusive de um clipe dele.

DIVERSÃO

Uyara é muito acessível e não gosta de glamourização para o seu lado. Simpática, ela diz que responde pela internet desde supostas cantadas até perguntas sobre o setlist dos shows.

E para ela o que é o mais feliz da vida? Ouvir música a toda hora – anda viciada no novo disco do Apanhador Só, mas ouve de tudo, de música clássica até Clarice Falcão -, procurando tempo para iniciar a leitura de Amor nos Tempos do Cólera, do escritor Garcia Márquez, para ela, fazer o que se quer da vida é o mais feliz. “A minha vida é movida pelo que eu amo fazer e consequentemente é o meu trabalho”.

A gente vê isso no palco, enquanto ela se diverte cantando as canções que escolheu para o público. Uma privilegiada? Sim. “Às vezes eu me pergunto eu estou onde eu queria estar, eu estou fazendo o que eu queria tá fazendo? E é muito bom quando as respostas são sim.”

Cristiane Tada

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