Praia do Flamengo, 132 
Movimento Estudantil
Movimentos Sociais
Educação
Cultura
Política
Estágio
Geral
Opinião

História
Linhas de Atuação
Perguntas Frequentes
Fale com o Presidente
Transparência 100%
Diretoria
Logomarcas
   Dep. Comunicação

História
Linhas de Atuação
Fale com o Presidente 
Diretoria
Grêmios Estudantis / Umes
Logomarcas
Assessoria de Imprensa

Ouvidoria do estudante
Perguntas Frequentes
Mensalidades
Meia Entrada
Contato Procons
Estrutura

  Cartilha de CAs/DAs
Cartilha Cuca
   Revista Movimento
Jornal da UNE
Jornal Plug da UBES

Postos de carteira





Perguntas e respostas sobre a UNE e o movimento estudantil

 O que é o movimento estudantil?
O movimento estudantil é composto por uma rede de entidades civis de caráter público que representam os interesses e as opiniões de uma importante parcela da sociedade. Estes se reúnem em torno de Centros Acadêmicos (CAs), Grêmios Estudantis, Executivas de Curso, Diretórios Central dos Estudantes (DCEs), entidades estaduais, a UNE, a UBES e as organizações continentais, como a OCLAE (Organização Caribenha e Latino Americana dos Estudantes). Quanto mais esse espaço político for aprimorado, melhor será a dinâmica da democracia e maior será a capacidade dos jovens para reivindicar seus pontos de vista.

 O que é a UNE e qual é a sua atuação?
A UNE é a entidade máxima de representação dos estudantes universitários. Uma bandeira que resume a atuação da UNE nos seus 69 anos de vida é a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade. Isto não significa, entretanto, que o papel da entidade se resume às questões estritamente educacionais. Tradicionalmente, a UNE sempre participou ativamente dos principais acontecimentos da vida política do país. Por meio de diversas frentes de atuação, ela organiza a rede do movimento estudantil, cobra do poder público e busca mobilizar os jovens para participar e influenciar os rumos da educação e do país. A UNE é respeitada também internacionalmente, integrando a diretoria executiva da OCLAE e participando de inúmeros fóruns internacionais, como o Festival Mundial da Juventude e o Fórum Social Mundial, em ambos como co-organizadora.

Curiosidade: o Brasil é um dos poucos países no mundo a ter uma entidade única, com força suficiente para unir o conjunto dos estudantes universitários. Na grande maioria dos países, o movimento dos estudantes é pulverizado, fragmentado em várias organizações. Aqui, as diferentes forças políticas e correntes de pensamentos que atuam no movimento estudantil se reúnem e se organizam, de forma plural e democrática, na União Nacional dos Estudantes.

 Como a UNE obtém recursos e como eles são investidos?
Disposição e entrega são indispensáveis para o movimento estudantil, mas, obviamente, também são necessários recursos materiais para viabilizar as atividades. Ex: imprimir panfletos, cartazes, contratar pessoal (advogados, jornalistas, pessoal de escritório), alugar carros de som, enviar representantes às comissões de educação no Congresso Nacional, organizar eleições, encontros, campanhas e manifestações.

A partir dessa demanda, a UNE obtém recursos de diversas maneiras. A principal delas é a contribuição voluntária dos estudantes por meio da carteirinha que garante o direito à meia-entrada. Outra forma são os convênios e parcerias firmados entre a entidade e outras organizações, ligadas ou não ao poder público. Estes convênios são destinados à realização de projetos específicos, sempre de notório interesse público. Vejamos alguns exemplos: 1) A Caravana UNE pelo Brasil, que levou o debate sobre a reforma universitária a mais de 25 estados, contou com o apoio da UNESCO; 2) O 49º Congresso da UNE, que reuniu 15 mil estudantes em Goiânia, em agosto do ano passado, contou com o apoio do Governo do Estado de Goiás e das prefeituras locais; 3) O Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA-UNE), que busca articulação da produção cultural dos estudantes universitários, é viabilizado por meio de edital público do Ministério da Cultura.

 Como participar da UNE?
O estudante pode participar da UNE de várias formas. Pela rede do movimento estudantil, no Centro Acadêmico, nas executivas de curso, no DCE da sua universidade. Inclusive, se o seu curso não possui representação estudantil, você e os outros alunos podem criá-la, com a orientação e a ajuda da UNE. Os CAs e DCEs podem também solicitar o recebimento de materiais impressos e ter acesso aos recursos provenientes das carteirinhas. Enfim, qualquer estudante pode e deve divulgar as campanhas e atividades da UNE, participar de debates, passeatas e manifestações. Qualquer estudante também pode participar dos fóruns de deliberação da entidade e pode se candidatar à diretoria da UNE, montando uma chapa para participar do Congresso da UNE, que acontece de dois em dois anos.

 Qual é o formato das eleições na UNE e como é composta sua diretoria?
A eleição é realizada de forma congressual, de forma semelhante a que ocorre em outras entidades como a OAB, a CUT e a CNBB. De modo a fortalecer a rede do movimento estudantil, as entidades de base (CAs dos cursos) elegem os delegados, representantes que têm direito a voto no Congresso. As chapas se organizam em teses apresentadas, amplamente discutidas e, finalmente, eleitas na plenária final. A diretoria é composta proporcionalmente na medida exata dos votos que cada chapa obteve na votação.

 Qual é a relação da UNE com os governos e com os partidos políticos?
A UNE tem relação institucional e por isso de total independência, seja política ou financeira, diante de qualquer governo ou partido político. Naturalmente, como vivemos em um regime democrático, de normalidade institucional e liberdade partidária, qualquer estudante, representante da UNE ou não, pode ser filiado às agremiações partidárias. Entretanto, tratam-se de espaços distintos, uma vez que a UNE possui sua própria agenda política, com suas atividades e reivindicações, autônomas e independentes diante de qualquer poder constituído. Com efeito, o compromisso da UNE é com o conjunto dos estudantes brasileiros e com os rumos do país.

 A UNE é de esquerda?
A UNE é uma entidade plural e que não exige atestado ideológico para os militantes do movimento estudantil. Mas, de fato, é inegável a proximidade, inclusive histórica, com os chamados setores progressistas da sociedade brasileira. Nos seus 69 anos de vida, a única fase em que a UNE esteve sob orientações conservadoras foi em um curto período da década de 1950. Portanto, se adotamos a definição clássica do sociólogo Norberto Bobbio, em que ser de esquerda é lutar pela igualdade, a UNE é, sim, de esquerda, porque é comprometida com o povo e com suas necessidades.

 A UNE apóia algum candidato às eleições deste ano?
Honrando sua tradição de pluralismo e independência, a UNE não apoiará nenhuma candidatura no primeiro turno das eleições. Conforme aprovado no seu último Conselho Nacional de Entidades de Base (11º CONEB), que reuniu mais de 3 mil centros acadêmicos de todo país, em Campinas, a UNE apresentará a todas as candidaturas o documento "UNE Brasil".Trata-se de uma plataforma eleitoral com os pontos que o movimento estudantil considera indispensáveis para a construção de um projeto nacional de desenvolvimento. Somente em um eventual segundo turno, com o afunilamento da disputa, a UNE poderá, sim, após ampla consulta aos estudantes, declarar apoio a alguma candidatura. Até então, eventuais manifestações são de responsabilidade pessoal de cada dirigente estudantil. Esta independência, entretanto, não significa apatia ou desinteresse diante do processo eleitoral. O movimento estudantil como um todo repudia e luta contra o retorno da direita e das forças conservadoras que sempre governaram o país.

 Dos anos 1960 até os dias atuais, quem mudou foi a UNE ou os estudantes?
Tanto mudou a UNE, como mudaram os estudantes. Mudou o país e, mais acentuadamente, o sistema de ensino brasileiro. Naquela época, para termos idéia, mais de 80% dos alunos estudavam nas universidades públicas, em período integral, com um número reduzido de instituições de ensino e com um montante de cerca de 95 mil estudantes. Atualmente, na sociedade de massas, além do novo perfil do estudante trabalhador, em que a Universidade se resume à sala de aula, mais de 70% das vagas concentram-se na rede privada, em cursos noturnos, sendo que o número de instituições explodiu no último período e temos hoje mais de 4 milhões de universitários. Nestas instituições privadas e recentes, muitas vezes sequer é permitido a organização do movimento estudantil. A bem da verdade, a UNE também mudou, avançou diante de novos desafios, realizando campanhas contra o preço abusivo das mensalidades, incentivando a construção de entidades estudantis, defendendo maiores investimentos na educação pública, realizando caravanas e atividades culturais, como a Bienal de Arte, Ciência e Cultura, resgatando o projeto Rondon. Mas temos que sempre inovar e diversificar ainda mais, principalmente na comunicação com os estudantes, para manter mais viva do que nunca um dos maiores patrimônio do movimento social brasileiro que é a UNE.


 
 



Todo o conteúdo do Portal EstudanteNet está disponibilizado sob a Licença Creative Commons.
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES  / UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS
Rua Vergueiro 2485 - Vila Mariana - São Paulo SP - CEP 04101 200