Na última sexta feira, dia 22 de janeiro, tivemos a primeira reunião da executiva da UNE em São Paulo. Pelo próprio momento histórico que se enquadra a gestão, e pela importância de ser o primeiro encontro do ano, vale a pena um bom relato sobre o espaço.
A pauta central da reunião era a definição do calendário da entidade, aprovação de algumas resoluções e informe das atividades da UNE no último período.
Começando pelos informes, dialogamos sobre nossa participação na Conferência Nacional de Educação, as atividades da UNE - www.une.org.br- nas duas edições do Fórum Social Mundial, a reunião com Presidente LULA e as visitas em relação à sede e tema da bienal. Eu torço por fortaleza, e ao que indica o tema deve girar em torno do debate sobre novas tecnologias, movimentos sociais e juventude.
Das resoluções, aprovamos uma em defesa do Plano Nacional de Direitos Humanos; outra em solidariedade ao povo haitiano e ao presidente da entidade estudantil equatoriana preso desde dezembro de 2009; e por fim a última combatendo o Projeto de Lei 6124/09, do deputado Clóvis Fecury (DEM-MA), que prevê o desligamento do aluno após 90 dias de inadimplência ou no fim do semestre letivo.
Do calendário, fechamos a realização da próxima executiva no dia 24 de fevereiro, a reunião da diretoria plena dias 6 e 7 de março, lançando a jornada de lutas e um texto base do Projeto Brasil a ser provado no Conselho de entidades Gerais(CONEG) entre os dias 22 e 25 de abril. Vale destacar também que foram convocadas as primeiras reuniões do Conselho Editorial da entidade para junto da reunião da executiva de fevereiro e do Conselho Fiscal junto ao CONEG de abril.
Minhas opiniões
A reunião possui duas questões centrais para a política da entidade: o ajuste do calendário da UNE à construção do Projeto Brasil em conjunto com a Central dos Movimentos Sociais e o funcionamento dos Conselhos da entidade.
O projeto Brasil
A construção do Projeto Brasil tem início a partir da fundação da Coordenação dos Movimentos Sociais em 2003 na perspectiva de articular diversos movimentos sociais a partir de um programa unitário que fortalecesse a mobilização popular e a pressão sobre os rumos do país.
A primeira plataforma do Projeto Brasil foi organizada em 2006 fundada em quatro eixos soberania nacional, desenvolvimento nacional, democracia e direitos sociais, abarcando diversas pautas da sociedade civil organizada e tendo em vista a capacidade dos movimentos de disputar políticamente as eleições daquele ano a partir de um programa político e não do apoio das entidades aos candidatos/as.
A UNE dá largada para a construção da segunda edição do Projeto Brasil, posicionando a entidade aos lados dos movimentos sociais e frente a frente com a disputa de projetos para o país que teremos em 2010. Fechamos nosso calendário na perspectiva de termos a UNE como grande formuladora do projeto e na vanguarda da disputa de hegemonia da sociedade brasileira, em especial dos estudantes e da juventude.
Penso o projeto elaborado pela UNE com dois centros: em primeiro lugar a luta pela democratização da educação superior brasileira, com propostas materializadas no projeto de universidade da UNE e consolidadas a partir da intervenção da entidade na Conferência Nacional de Educação.
Em segundo, um programa que aponte a juventude como fundamental para o desenvolvimento do país, focando na questão do trabalho e da participação popular, em especial retomando as formulações do IPEA e as discussões realizadas por boa parte das centrais sindicais sobre o trabalho decente e o retardamento da entrada do jovem no mercado de trabalho. Tal formulação coloca a UNE em diálogo com amplos setores da juventude e a concretiza como principal entidade do movimento juvenil brasileiro.
Os conselhos da UNE
O segundo elemento importante da reunião foi a convocação dos conselhos da entidade que põe em prática as deliberações do último Congresso da UNE de aprofundar sua democratização.
Coloca em funcionamento dois importantes instrumentos capazes de fortalecer a participação das diversas correntes políticas, absorvendo toda a pluralidade de sua composição, na prestação de contas e na comunicação da entidade.
Mais um ponto para a história da União Nacional dos Estudantes
Na última sexta feira, dia 22 de janeiro, tivemos a primeira reunião da executiva da UNE em São Paulo. Pelo próprio momento histórico que se enquadra a gestão, e pela importância de ser o primeiro encontro do ano, vale a pena um bom relato sobre o espaço.
A pauta central da reunião era a definição do calendário da entidade, aprovação de algumas resoluções e informe das atividades da UNE no último período.
Começando pelos informes, dialogamos sobre nossa participação na Conferência Nacional de Educação, as atividades da UNE - www.une.org.br- nas duas edições do Fórum Social Mundial, a reunião com Presidente LULA e as visitas em relação a sede e tema da bienal. Eu torço por fortaleza, e ao que indica o tema deve girar em torno do debate sobre novas tecnologias, movimentos sociais e juventude.
Das resoluções, aprovamos uma em defesa do Plano Nacional de Direitos Humanos; outra em solidariedade ao povo haitiano e ao presidente da entidade estudantil equatoriana preso desde dezembro de 2009; e por fim a última combatendo o Projeto de Lei 6124/09, do deputado Clóvis Fecury (DEM-MA), que prevê o desligamento do aluno após 90 dias de inadimplência ou no fim do semestre letivo.
Do calendário, fechamos a realização da próxima executiva no dia 24 de fevereiro, a reunião da diretoria plena dias 6 e 7 de março, lançando a jornada de lutas e um texto base do Projeto Brasil a ser provado no Conselho de entidades Gerais(CONEG) entre os dias 22 e 25 de abril. Vale destacar também que foram convocadas as primeiras reuniões do Conselho Editorial da entidade para junto da reunião da executiva de fevereiro e do Conselho Fiscal junto ao CONEG de abril.
Minhas opiniões
A reunião possui duas questões centrais para a política da entidade: o ajuste do calendário da UNE à construção do Projeto Brasil em conjunto com a Central dos Movimentos Sociais e o funcionamento dos Conselhos da entidade.
O projeto Brasil
A construção do Projeto Brasil tem início a partir da fundação da Coordenação dos Movimentos Sociais em 2003 na perspectiva de articular diversos movimentos sociais a partir de um programa unitário que fortalecesse a mobilização popular e a pressão sobre os rumos do país.
A primeira plataforma do Projeto Brasil foi organizada em 2006 fundada em quatro eixos soberania nacional, desenvolvimento nacional, democracia e direitos sociais, abarcando diversas pautas da sociedade civil organizada e tendo em vista a capacidade dos movimentos de disputar políticamente as eleições daquele ano a partir de um programa político e não do apoio das entidades aos candidatos/as.
A UNE dá largada para a construção da segunda edição do Projeto Brasil, posicionando a entidade aos lados dos movimentos sociais e frente a frente com a disputa de projetos para o país que teremos em 2010. Fechamos nosso calendário na perspectiva de termos a UNE como grande formuladora do projeto e na vanguarda da disputa de hegemonia da sociedade brasileira, em especial dos estudantes e da juventude.
Penso o projeto elaborado pela UNE com dois centros: em primeiro lugar a luta pela democratização da educação superior brasileira, com propostas materializadas no projeto de universidade da UNE e consolidadas a partir da intervenção da entidade na Conferência Nacional de Educação.
Em segundo, um programa que aponte a juventude como fundamental para o desenvolvimento do país, focando na questão do trabalho e da participação popular, em especial retomando as formulações do IPEA e as discussões realizadas por boa parte das centrais sindicais sobre o trabalho decente e o retardamento da entrada do jovem no mercado de trabalho. Tal formulação coloca a UNE em diálogo com amplos setores da juventude e a concretiza como principal entidade do movimento juvenil brasileiro.
Os conselhos da UNE
O segundo elemento importante da reunião foi a convocação dos conselhos da entidade que põe em prática as deliberações do último Congresso da UNE de aprofundar sua democratização.
Coloca em funcionamento dois importantes instrumentos capazes de fortalecer a participação das diversas correntes políticas, absorvendo toda a pluralidade de sua composição, na prestação de contas e na comunicação da entidade.
Mais um ponto para a história da União Nacional dos Estudantes.
Tiago Ventura é vice-presidente da UNE