Durante toda esta semana, principalmente neste momento, os movimentos vão dizer que para enfrentar a crise
Entre os dias 28 de março e 04 de abril, mulheres e homens de todo mundo ocuparam as ruas para protestar contra a crise econômica e pela paz, além de, levantar a bandeira "não vamos pagar por uma crise que não é nossa". Convocada pela a Assembléia dos Movimentos Sociais, a semana de mobilização foi marcada por três grandes momentos.
28 de Março: As manifestações em torno da cumbre do Grupo dos 20 (ou G-20), composto por representantes dos bancos centrais e governos de 20 países que representam dois terços do comércio e da população mundial e mais de 90% do produto mundial bruto, bem como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). G-20 se reunirão em Londres (Reino Unido) no início de Abril.
30 de Março: dia de ação contra a guerra e a crise e de solidariedade com o povo palestino. Esta data marca o Dia terra da palestina e relembra um dos massacres perpetrados por Israel contra os palestinos (na Galiléia, em 1976). Foi escolhido para dar impulso a uma campanha de boicote, desinvestimentos e sanções (BDS) contra Israel.
04 de Abril: Dia marca o aniversário de 60 anos da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte aliança militar formada por países da Europa cooperativa e os Estados Unidos. NATO vai reunir nos dias 3 e 4 Abril em Baden-Baden e Kehl, na Alemanha e em Estrasburgo na França.
Na Europa os movimentos são concentrados especialmente nas partes de Londres e Estrasburgo. Já existem várias ações, como marchas de rua, distribuição de brochuras, ciclovia, marcadas nos países do seguinte modo: Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Catalunha, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda (Países Baixos), Índia, Itália, Noruega, País Basco, o Paquistão, Quebec, no Quênia e Reino Unido (Inglaterra e Escócia).
Durante toda esta semana, principalmente neste momento, os movimentos vão dizer que para enfrentar a crises que vivemos agora (alimentos, financeiras, econômicas, climáticas, energia, imigração), é necessário chegar à raiz dos problemas e construir uma alternativa ao capitalismo e da dominação patriarcal.
Frente às falsas soluções apresentadas por empresas, bancos e governos para a saída à crise como demissões, a privatização dos serviços públicos, dos recursos naturais e energéticos, querem simplesmente socializar as perdas! O movimento tem exigentes posições urgentes como:
* A nacionalização dos bancos sem indenização nos termos do controle social;
* Redução do tempo de trabalho sem redução dos salários;
* Medidas para garantir a soberania alimentar e energética;
* Pelo fim das guerras, retirada das tropas de ocupação e de desmantelamento das bases militares no estrangeiro;
* Reconhecer a soberania e autonomia dos povos, garantindo o direito à sua autodeterminação;
* Garantir direitos à terra, território, trabalho, educação e saúde para todas e todos;
* Democratizar os meios de comunicação e conhecimento.
Leia aqui o texto integral da Declaração das Assembléias de Movimentos Sociais, realizada no FSM 2009 em Belém.
Alcides dos Anjos Leitão (Jesus)
(NetRepórter)