Praia do Flamengo, 132 
Movimento Estudantil
Movimentos Sociais
Educação
Cultura
Política
Estágio
Geral
Opinião

História
Linhas de Atuação
Perguntas Frequentes
Fale com a Presidente
Transparência 100%
Agenda 
Diretoria
Logomarcas
Comunicação

História
Linhas de Atuação
Fale com o Presidente 
Diretoria
Grêmios Estudantis / Umes
Logomarcas
Assessoria de Imprensa

Ouvidoria do estudante
Perguntas Frequentes
Mensalidades
Meia Entrada
Contato Procons
Estrutura

  Cartilha de CAs/DAs
Cartilha Cuca
   Revista Movimento
Jornal da UNE
Jornal Plug da UBES

Postos de carteira





14 de dezembro de 2006
Preso político, Abu Jamal está no corredor da morte há 25 anos

Mumia Abu Jamal, líder anti-racista afro-americano e o mais antigo preso político nos EUA, completou 25 anos no corredor da morte no sábado, dia 9. Jamal foi acusado de um crime que não cometeu e condenado por um tribunal presidido por juiz declaradamente racista. Apesar da existência de provas e testemunhas que atestam sua inocência, até hoje a revisão do julgamento viciado tem sido repetidamente negada.

Diversas manifestações de protesto contra a prisão de Abu Jamal ocorrem no mundo inteiro, impedindo sua execução. Em outubro de 2006, o advogado Robert Bryan conseguiu que se admita a possibilidade de abertura de um novo processo. A defesa apresentou três questões para anular a condenação à morte. Primeiro, o racismo do presidente do tribunal que condenou Mumia: "Eu não descansarei até que este negro seja bem torrado!", disse. O juiz morreu recentemente. Segundo, a escolha dos jurados se apoiou no racismo: nomes de afro-americanos eram excluídos de antemão. Terceiro, o procurador mentiu para os jurados dizendo que se eles declarassem Abu Jamal culpado, o processo iria, de qualquer maneira para um recurso e, portanto, essa decisão não faria diferença. "A justiça dos Estados Unidos está exposta como poucas vezes nesse processo. É uma irregularidade atrás da outra", afirmou Bryan.

Solidariedade
"Nunca deixei de acreditar na minha liberdade. Nem por um segundo", assinalou Jamal, em reconhecimento de que "o sentimento de justiça só tem crescido no mundo e a solidariedade só aumenta".

Mumia Abu Jamal está no corredor da morte, acusado falsamente de matar um policial branco da Filadélfia. Não recebeu um julgamento imparcial; o sentenciaram a morte por suas crenças políticas.

Militou nos Panteras Negras da Filadélfia ainda aos 15 anos. Posteriormente, trabalhou como jornalista em uma emissora de rádio, os ouvintes lhe chamavam de a "voz dos que não têm voz". Colocou seu talento jornalístico a serviço do povo, criticando o racismo e a brutalidade policial. Em 1980, com a idade de 26 anos, foi eleito presidente da sessão Filadélfia da Associação dos Jornalistas Negros.

Por todas essas razões era visado e perseguido pela polícia e pelas autoridades do Estado. Tentaram matá-lo, mas fracassaram; então o acusaram falsamente de homicídio de um policial chamado Daniel Faulkner. Mumia tem passado os últimos anos no corredor da morte, em isolamento total 23 horas por dia. Todo contato físico com seus familiares lhe é negado. As autoridades penais abrem e fotocopiam correspondência confidencial sobre seu processo judicial. Foi castigado por escrever o livro Live from Death Row (Ao Vivo, do Corredor da Morte). Proibiram seus comentários através do rádio. Nas palavras de Abu Jamal: "Não basta minha morte, querem meu silêncio".


Fonte: Agência CUT


 
 



Todo o conteúdo do Portal EstudanteNet está disponibilizado sob a Licença Creative Commons.
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES  / UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS
Rua Vergueiro 2485 - Vila Mariana - São Paulo SP - CEP 04101 200