Mil e setessentas pessoas já chegaram à Campinas para participar do evento
A abertura do Congresso da UEE-SP começou com atraso, mas nem por isso os participantes deixaram de se entusiasmar com a ocasião. Até às 13h desta quinta-feira, cerca de 1.700 pessoas já haviam chegado à cidade de Campinas que está sediando o evento. A mesa foi composta por três grandes líderes do movimento estudantil, a presidente da UNE Lúcia Stumpf, o ex- presidente da UEE- SP e, também, da UNE e atual secretário dos esportes de Campinas, Gustavo Petta e o presidente da UEE-SP, que passará seu cargo neste feriado, Augusto Chagas.
Em suas palavras de boas vindas, Augusto Chagas agradeceu a participação de todos e enfatizou a responsabilidade de cada delegado no 9º Congresso da UEE-SP. "Cada delegado representa, no mínimo, a opinião de mil estudantes de sua universidades. Isso é uma grande responsabilidade", disse ele. Além disso, Augusto abordou a repressão que os estudantes sofrem por parte das universidades que estudam. Outro ponto importante de seu discurso foi a comemoração dos 60 anos da União Estadual dos Estudantes de São Paulo neste congresso e seus feitos durante estes anos de existência, como o combate à ditadura e o "Fora Collor", episódios decisivos na história do país. O presidente finalizou dizendo aos estudantes que espera uma grande vitória no congresso e que a UEE-SP saia ainda mais fortalecida deste fórum.
A presidente da UNE Lúcia Stumpf, relembrou as grandes vitórias da UEE-SP no último período que consuistou muitos diretos relacionados a democratização das universidades, como o ProUni e a consolidação do movimento estudantil no Estado. Lúcia aproveitou para criticar a atuação da Polícia Militar na Universidade de São Paulo (USP), no início desta semana.
Já Gustavo Petta, relembrou seus tempos a frente do movimento estudantil e disse que muitos jovens passam pela universidade sem valorizá-lo. "Estes estudantes não percebem como o movimento estudantil, seja através da participação em um diretório acadêmico, centro acadêmico ou na União Estadual e Nacional dos estudantes, pode ser crucial para sua formação como cidadão e apliar seus horizontes não só em sua carreira, como em toda a vida", disse Petta. Em seu discurso, aproveitou, também, para criticar o vestibular, classificando-o como um instrumento falido.
A programação do dia
A programação do dia contou com debates abrangendo diversos temas, tais como a preocupação ecológica, cultural, social, e a questão dos preconceitos. Além do 1º Encontro Nacional de Atléticas, que foi pautado pelas políticas públicas de esporte.
Dentre os palestrantes estiveram presentes o delegado da polícia federal, Protógenes Queiroz, o presidente da Comissão para assuntos estudantil do conslho federal da OAB, Homero Bruno, o diretor de temas ecológicos e ambientais da fundação Mauricio Grabois, Aldo Arantes, a representante da organização da Conferência Nacional de Segurança, Ângela Simão, Diretor da Agência Nacional de Petróleo, Alcides Amazonas, o jornalista do portal vermelho, Altamiro Borges, o jornalista do Blog "o escrevinhador", Rodrigo Viana, o Secretário de programas e projetos culturais do ministéio da cultura, Célio Turino, o coordenador nacional do CUCA da UNE, Alexandre Santini, o pesquisador em sociologia do trabalho, Renan de Araújo, o representante do MST, Francisco Neto, o representante da união dos negros pela igualdade, Edson França, a representante da marcha mundial da mulheres, Camila Furchi e o representante do fórum paulista LGBTT, Dário Neto.
Além desta jornada de palestras, o CUCA fez uma apresentação cultural durante o almoço e apresentou o Cine CUCA. Amanhã a programação conta com palestras sobre educação e democratização das universidades e sobre arte, cultura e lazer.
De Campinas
Joyce Mackay