Personagens que fizeram parte da história da entidade estiveram presentes em solenidade que aconteceu na última terça-feira (26), na Assembléia gaúcha. A atual presidente, Lúcia Stumpf, participou do debate
Aconteceu nesta última terça-feira (26), uma cerimônia em homenagem aos 30 anos do Congresso de reconstrução da UNE, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Os participantes do Congresso histórico, ocorrido em maio de 1979, na Bahia, foram homenageados no Plenário do Legislativo.
A homenagem, realizada no Plenário contou com as presenças da presidente atual da UNE, Lucia Stumpf; de antigos integrantes da diretoria da entidade como o deputado federal Aldo Rebelo (PDdoB), o prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri, do presidente do PPS de Minas Gerais, Juarez Amorim, do jornalista Alon Feuerwerker e do presidente do PCdoB do Distrito Federal, Fredo Ebling, além da deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) e do vice-presidente da Câmara de Vereadores da capital, Adeli Sell (PT).
O presidente da chapa Mutirão (vitoriosa no pleito da época) Ruy Cezar Silva que não compareceu devido as problemas de saúde disse, em um texto enviado da Bahia, onde dirige a ONG Via Magia, que, mesmo à distância, se sentia tomado pela emoção do reencontro. "Revejo mentalmente cada um dos companheiros da época em que ousamos sonhar com o fim da ditadura e com a instalação da liberdade de pensamento no nosso país", assinalou.
O deputado estadual Adão Villaverde, responsável pela organização do evento, ressaltou que há 30 anos os jovens protagonistas do movimento estudantil estavam começando a promover mudanças na história do Brasil, pois a reconstrução na UNE em 1979 não foi apenas o momento extremamente relevante de resgate e retomada estudantil brasileira após 15 anos de ditadura militar. A dimensão da decisão de reconstrução pode ser avaliada pelo fato da UNE ter sido a primeira entidade nacional de massas a se reestruturar em meio à ditadura. "Foi, portanto, promovido naquele Congresso, em Salvador, o começo do resgate da própria democracia brasileira".
Em razão da trajetória histórica tão valiosa da entidade, Villaverde revela que escolheu o marco de 30 anos para registrar o significado da reconstrução da UNE, "dando a noção de pertencimento à uma geração que pôde a um só tempo ser artesã e protagonista de memoráveis lutas e protestos contra a ditadura ,reconquistando a democracia e abrindo um novo período histórico no país.
Reconstrução da sede
A reconstrução da sede da entidade na Praia do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro, só está sendo possível agora, 30 anos depois de o prédio ter sido incendiado pela ditadura militar em 1º de abril de 1964. O que restava dele foi derrubado em 1980. Em 2007, a entidade conseguiu recuperar o terreno. Desde então, UNE e UBES vêm se mobilizando para viabilizar sua reconstrução.
Da Redação