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11 de maio de 2009
Mais de 20 mil pessoas foram às ruas defender a meia passagem em Manaus

O corte da meia passagem foi aprovado em 23 de dezembro do ano passado. Estudantes gritavam palavras de ordem contra o prefeito Amazonino Mendes e pela volta da meia passagem

Na última quinta-feira (7) aconteceu mais um dia de manifestações em defesa da manutenção da meia passagem estudantil em Manaus. A União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de Manaus abriu seu 13º Congresso com uma passeata que levou mais de 20 mil estudantes até a sede da prefeitura. Os estudantes saíram da Praça do Congresso e contaram com a participação de centenas de universitários mobilizados pela União dos Estudantes do Estado do Amazonas (UEE-AM).

Devido ao clima de tenso vivido na cidade, por conta da restrição ao uso do benefício que há 27 anos é garantido aos estudantes da capital do Amazonas, a manifestação foi uma das que mais contou com o apoio popular. Durante o trajeto, dezenas de pessoas saíram de suas casas para aplaudir os estudantes que, mesmo sob forte sol, seguiam em passos firmes e gritando palavras de ordem contra o prefeito Amazonino Mendes e pelo retorno dos 120 meios passes.

A iniciativa de realizar a maior passeata dessa semana com a mesma pauta se deu por conta do jogo de cena feito por Amazonino e seus cabos eleitorais, apresentados à imprensa como líderes estudantis. "O que o prefeito Amazonino Mendes fez ontem foi receber os seus cabos eleitorais. Os estudantes estão aqui nas ruas e até agora ainda não recebemos nenhum aceno de que seremos ouvidos para tratar da meia passagem", disse o presidente da UMES, Yann Evanovick.

A presidente da UEE-AM, Maria das Neves, chamou atenção para a tática que está sendo usada por Amazonino. "Ele não está cumprindo a Lei que restringe o uso da meia passagem por causa das pressões que estamos fazendo. Mas isso não quer dizer que os 120 créditos que temos direito estejam garantidos", destacou.

O novo porta-voz dos estudantes na Câmara Municipal de Manaus, o vereador José Ricardo (PT), confirmou a afirmação de Maria. "Para que os 120 meios passes estudantis voltem, de fato, a serem garantidos, é necessário que se aprove uma nova Lei que especifique isso. Porque a que foi aprovada pela Câmara ano passado e validada agora pelo STF limita tanto a quantidade quanto o acesso a esse direito", completou.

Breve histórico
O corte da meia passagem de 120 para 40 mensais foi aprovado em 23 de dezembro do ano passado. Na ocasião, os estudantes ocuparam o plenário do parlamento municipal com o intuito de impedir a votação. No entanto, eles votaram e o aprovaram no auditório da casa. Sob júdice desde esse dia, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, repetiu seus constantes ataques às causas populares e, semana passada, validou o golpe.

As mobilizações desta semana, em Manaus fizeram com que o prefeito deixasse de efetivar o corte. Contudo, a qualquer instante ela pode voltar a ser aplicada. O objetivo dos estudantes é pressionar para que o texto anterior volte a ser referendado.


Fonte: Portal Vermelho
Com Anderson Bahia, de Manaus


 
 



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