A cerimônia aconteceu nesta sexta-feira (25), no auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) Maracanã, no Rio de Janeiro, estado onde a entidade "nasceu", em 1948
Uma sessentona em plena forma. Assim pode ser descrita a UBES, entidade que representa estudantes dos ensinos fundamental, médio, técnico, profissionalizante e pré-vestibular de todo o Brasil. Nesta sexta-feira (25), a UBES soprou as velinhas e completou 60 anos de vida.
Para comemorar, a atual gestão realizou nesta manhã no auditório do CEFET, no Rio de Janeiro, uma cerimônia para homenagear os ex-presidentes da entidade e também lançar uma placa comemorativa e exibir um vídeo sobre a história da UBES.
"Desde a sua fundação, a UBES defende a juventude, a educação e uma nação livre e soberana, ao lado dos principais movimentos sociais. Foi assim nesses 60 anos e assim será por mais 60", afirmou o presidente da entidade, Ismael Cardoso.
"Com este ato, a UBES reafirma sua trajetória de lutas e a responsabilidade de encapar mais 60 anos em defesa de uma educação de qualidade e dos estudantes brasileiros. Vida longa a UBES!", celebrou a presidente da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro, Janaína Maia, presente na cerimônia.
O diretor de Relações Institucionais da entidade, Thiago Mayworn, lembrou que a "UBES é da nação, mas nasceu carioca", o que segundo ele, justifica a escolha do Rio de Janeiro para comemorar a emblemática data.
"Os secundaristas estavam presentes na vitoriosa campanha "O Petróleo é nosso". Nos anos 80, lá estavam nas articulações pela aprovação do voto aos 16 anos. Em 1992, na luta pela derrubada de Fernando Collor e no governo Fernando Henrique Cardoso, a UBES se mobilizou contra o neoliberalismo", completou Thiago relembrando momentos históricos da sexagenária entidade.
Depois de recordar os principais momentos da história da UBES, Ismael reforçou as atuais bandeiras e reivindicações da entidade. "Defendemos uma escola que, além de valorizar a cultura e a história afro-brasileira, ensine sociologia e filosofia no ensino médio, que garanta materiais didáticos aos estudantes, bibliotecas, laboratórios de ciências e de informática com acesso à banda larga, que seja um espaço onde a comunidade escolar (funcionários, estudantes, pais e professores) tenham o direito de eleger seu diretor e participar da gestão através dos conselhos escolares, dos grêmios estudantis e demais instrumentos de participação".
Ele classificou como fundamental a luta para garantir que a escola valorize o profissional de educação com salários dignos e boas condições de trabalho e que sirva ao desenvolvimento nacional e à soberania do Brasil. Também queremos uma escola que apresente futuro, que esteja aberta à toda a comunidade por período integral, com atividades extra-curriculares ligadas à ciência, ao lazer, ao esporte, à educação, à cultura e ao incentivo da profissionalização", completou.
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Da Redação