UNE e UBES protestaram em Brasília contra a política de guerra dos Estados Unidos durante a visita de Condoleezza Rice
A UNE e a UBES promoveram nesta quinta-feira (13), em Brasília, uma manifestação em protesto à visita da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, ao Brasil.
Cerca de 200 estudantes se reuniram em frente ao Itamaraty e de lá seguiram em passeata até o Palácio do Planalto, onde Condollezza se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Ao chegar no Palácio, os estudantes jogaram tinta vermelha no chão para simbolizar o sangue derramado pela política de guerra dos EUA e queimaram a bandeira norte-americana, além de estenderem uma faixa de dois metros de altura por 7 de comprimento com a inscrição: "UM TRILHÃO DE DÓLARES PARA A GUERRA E NENHUM CENTAVO PARA A PAZ – FORA RICE – DO BRASIL".
Segundo a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, esta mobilização mostra a inquietude dos jovens brasileiros com a política imperialista norte-americana, que promove mortes, por meio das guerras e causa a miséria, devido a sua postura econômica, de várias nações no mundo.
O objetivo é que Condoleezza volte para os EUA tendo a ciência de que ela, assim como o presidente norte-americano George Bush, é persona non grata no País.
"A juventude e os estudantes brasileiros estão conscientes e mobilizados contra a política de guerra promovida pelos Estados Unidos, que derramam sangue de diversos povos pelo mundo", declara Lúcia Stumpf.
Ela disse ainda que o protesto vai continuar enquanto a secretária de Estado estiver no país. "É por isso que amanhã nós iremos a Salvador, onde ela vai estar, persegui-la até que ela vá embora do país, dizendo que nós, estudantes brasileiros, repudiamos essa política de guerra dos Estados Unidos".
De acordo com o o coordenador da UBES no Centro-Oeste, Felipe Lima, outro motivo para o protesto foi a "intromissão" do governo norte-americano na crise da América Latina.
"Muito dessa crise é feito pelas mãos do governo americano nesses países e achamos que a soberania da América Latina deve ser preservada a todo momento e a qualquer custo", afirmou.