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23 de agosto de 2007
Estudantes e movimentos sociais debatem educação na UFES

Cerca de 100 estudantes e integrantes de movimentos sociais fizeram manifestação dentro da reitoria da universidade, e ao final do ato, foram recebidos pelo reitor

O Diretório Central dos Estudantes da UFES (DCE-Ufes), em conjunto com MST, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento Negro e a Seção Sindical dos Docentes da Ufes (Adufes-S.Sind.) realizaram na quarta-feira (22), ato na reitoria da universidade em defesa da educação pública. Também foi organizado um debate sobre o Projeto de Reestruturação Universitária (Reuni), que pretende expandir as vagas para estudantes de graduação nas universidades federais sem contratação de pessoal e com congelamento dos orçamentos.

Cerca de 100 estudantes e integrantes de movimentos sociais fizeram manifestação dentro da reitoria da universidade, e ao final do ato, foram recebidos pelo reitor. Eles reivindicaram uma audiência pública para discutir o Reuni com a comunidade acadêmica e a sociedade capixaba, além da interrupção imediata da tramitação desse projeto nos Centros de Ensino da UFES.

A atividade contou ainda com debate sobre a situação atual das universidades públicas. Participaram o professor da UFRJ, Roberto Leher, ex-presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES). Ele aprofundou o debate sobre o Projeto Reuni e destacou que os movimentos sociais são os que mais defendem a universidade com caráter público atualmente.

Para Leomar Honorato, integrante da direção do MPA, essa atividade que está inserida na Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública, é de suma importância para os movimentos sociais do campo. "Precisamos discutir e intervir no modelo de educação superior pública, pois esse é o menos acessível para os camponeses", argumenta. Além disso, diz que essa integração com os estudantes urbanos é fundamental para avançar nessa luta.

Segundo a diretora de movimentos sociais do DCE, Jeane dos Anjos, a UFES, única universidade pública do estado, tem apenas 3% de estudantes de origem popular em seus cursos. "Várias atividades de mobilização já foram feitas exigindo a ampliação de vagas e melhorias na assistência estudantil, como a ocupação da reitoria em junho deste ano, que durou 11 dias". Ela também afirma que as atividades conjuntas com os movimentos sociais devem ser intensificadas em defesa de uma educação pública de qualidade.

 

Fonte: Portal MST


 
 



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