Depois de agredir manifestantes, João Grandino Rodas não se arrepende e diz que é sua função "fazer novamente"
O diretor da Faculdade de Direito da USP, João Grandino Rodas, dispara contra os movimentos sociais. Em entrevista ao programa Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, ele diz, humildemente, que lamenta ter de usar este artifício, mas "faria novamente" o pedido de reintegração de posse via Tropa de Choque da PM.
Numa justificativa esfarrapada para a sua atitude, Rodas disse que chamou a Polícia porque "nem todos os manifestantes eram do movimento estudantil". Ao que tudo indica, o diretor parece ter asco a sem terra, negros, rappers, sem universidades e jovens da periferia de São Paulo. Eram essas pessoas, integrantes dos mais diversos movimentos sociais, quem ocuparam na noite da terça-feira a Faculdade de Direito.
O vídeo ainda mostra o repúdio dos alunos que não puderam entrar na faculdade nesta quarta-feira, porque o diretor mandou fechar os portões. A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, também é entrevistada e não recua: convoca mais protestos e diz que a violência da PM não itimida os estudantes.
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