Praia do Flamengo, 132 
Movimento Estudantil
Movimentos Sociais
Educação
Cultura
Política
Estágio
Geral
Opinião

História
Linhas de Atuação
Perguntas Frequentes
Fale com a Presidente
Transparência 100%
Agenda 
Diretoria
Logomarcas
Comunicação

História
Linhas de Atuação
Fale com o Presidente 
Diretoria
Grêmios Estudantis / Umes
Logomarcas
Assessoria de Imprensa

Ouvidoria do estudante
Perguntas Frequentes
Mensalidades
Meia Entrada
Contato Procons
Estrutura

  Cartilha de CAs/DAs
Cartilha Cuca
   Revista Movimento
Jornal da UNE
Jornal Plug da UBES

Postos de carteira





22 de agosto de 2007
Tropa de Choque invade ocupação na USP, põe o terror e prende estudantes

As lideranças da Jornada de Lutas convocaram um ato de repúdio ao ocorrido para as 15h desta quarta-feira, no Largo São Francisco; Jornada continua com protestos e passeatas em todo o país

Num ato truculento, a Tropa de Choque da Policia Militar invadiu, por volta das 2h, a ocupação pacífica dos movimentos sociais na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo. Apesar de o movimento ter colocado publicamente a sua posição de  permanecer simbolicamente no local por 24h, os cerca de 400 manifestantes que dormiam no pátio da Faculdade foram retirados "à força e de forma violenta", segundo relatou ao EstudanteNet a diretora da UNE, Luana Bonone, que estava na ocupação.

O comando de organização da ocupação já havia negociado com a direção da Faculdade, por meio do vice-diretor , professor Nestor Duarte. Segundo a assessoria de imprensa da PM, a ordem de reintegração partiu de uma determinação do governo do Estado. No entanto, quem fez o pedido foi o diretor da faculdade, João Grandino Rodas.

Já de dentro do micro ônibus da polícia, Luana contou por telefone que a Tropa de Choque chegou de surpresa, sem avisar ou negociar com as lideranças da ocupação. "De forma agressiva, eles retiraram todos que estavam na Faculdade. Fomos revistados e obrigados a entrar no camburão". Ainda tentamos resistir, protestar, mas o Choque tinha um mandato de reintegração". Luana conta que depois, pouco a pouco, após serem "fichados", a PM começou a liberar os manifestantes.

O Vice-presidente da UNE, Tales Cassiano, também foi preso. Ele conta que a polícia chegou gritando, colocando pânico, e levou todo mundo para fora da Faculdade. "Na rua, ficamos sentados no chão gritando palavras de ordem, cercados de policias". Depois, ele foi levado ao 1º Distrito Policial, próximo à Praça da Sé, no centro da Cidade. "Lá, quem era estudantes foi liberado. Mas o pessoal de outros movimentos sociais teve dificuldades. Os policiais queriam saber quem eram, o que faziam, e levantar a ficha de cada um", diz. Segundo Tales, demoraram mais de 3 horas, desde a invasão, até o momento em que foi liberado, por volta das 6h50, quando conversou com a reportagem.

Estudantes são cercados
Cerca de 30 estudantes que estavam dentro do Centro Acadêmico XI de Agosto foram encurralados pela tropa de Choque e resistiram à reintegração por cerca de 4 horas. A estudante de Ciências Sociais da USP, Flavia Duwe, contou à reportagem que quando eles perceberam a invasão tentaram sair, mas a policia apontou armas e disse que todo mundo ia ser preso.

O presidente da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes), que também estava dentro da sala, contou por telefone que o Choque em nenhum momento tentou negociar, "apenas ameaçava prisão". Não houve a invasão do local porque o Centro Acadêmico é uma propriedade particular, que pertence aos alunos.

A representante da Defensoria Pública no local, Anaí Arantes, defendia o direito dos manifestantes em permanecerem no Centro. Segundo ela, a polícia não pode invadir o espaço. O professor doutor em Direito Penal pela Faculdade de Direito Sérgio Salomão Shecaira também esteve no local e engrossou o discurso de Anaí, exigindo que o Centro não fosse invadido.

Os advogados do movimento e a imprensa foram proibidos de se aproximarem. Um cordão de isolamento mantinha-os a cerca de 40 metros de distância. Apenas por volta das 5h30 os próprios integrantes do Centro Acadêmico conseguiram negociar a saída pacífica, com garantia de que não seriam presos.

"Mais uma vez o governo Serra age com toda a sua truculência para reprimir os movimentos sociais. Essa invasão da tropa de Choque é a demonstração de como o governo gosta de negociar: usando da força bruta. Mas isso só fortaleceu nosso movimento, que já está preparando um ato para as 15h e temos ainda uma série de manifestações programadas para os próximos dias. A Jornada continua, agora mais com força total", convocou Augusto.

As lideranças da Jornada de Lutas convocaram um ato de repúdio ao ocorrido para às 15h, no Largo São Francisco. Haverá ainda passeatas em diversas capitais como atividade integrante da Jornada.

Nota pública
Uma coordenação de imprensa da ocupação divulgou nota repudiando a ação da policia e reafirmando o caráter pacífico da manifestação. Leia abaixo:

Os integrantes de movimentos populares que ocuparam a Faculdade de Direito da USP na tarde desta terça feira vêm a público esclarecer os acontecimentos deste ato:

1) Esta ocupação faz parte de uma série de atos realizados através de uma ampla unidade de movimentos sociais em torno de um programa em defesa da Educação Pública em todo o país. Ocupações como esta ocorreram em diversos estados e universidades, como na UFMG, UFRJ e UFBA.

2) Esta era uma ocupação pacífica e simbólica, prevista para terminar às 17 horas da quarta feira, 22 de agosto, conforme negociado com a direção da Faculdade através do Professor Nestor Duarte, vice-diretor.

3) Por volta das duas horas da manhã, momento em que a maioria dos ocupantes já estava dormindo, a tropa de choque invadiu a Faculdade de Direito e realizou a desocupação, numa manifestação de truculência como não se via na Universidade de São Paulo desde a Ditadura Militar.

4) Policiais armados encaminharam os participantes detidos na Faculdade para a 1ª DP. Enquanto no Centro Acadêmico XI de Agosto alguns estudantes se preparavam para retornar à faculdade, a Polícia, sem mandado de reintegração de posse dirigido ao espaço do C.A., forçou, sem sucesso, a saída dos ocupantes inclusive com ameaças de utilização de armas de fogo.

5) Neste momento, a imprensa encontra-se contida pelo cordão de isolamento da PM, assim como os advogados chamados pelo movimento para acompanhar o caso.

6) Nós, estudantes resistentes no XI de Agosto, declaramos repúdio à ação da tropa de choque e condicionamos a nossa saída ao não fichamento de todos os participantes do ato e o acompanhamento da imprensa na delegacia e na sede do XI de Agosto.

Da Redação


 
 



Todo o conteúdo do Portal EstudanteNet está disponibilizado sob a Licença Creative Commons.
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES  / UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS
Rua Vergueiro 2485 - Vila Mariana - São Paulo SP - CEP 04101 200