Estudantes e movimentos sociais realizaram série de protestos nesta segunda-feira, abrindo a semana de manifestações que se estenderá até sexta-feira (24)
Minas, Bahia e Rio de Janeiro deram início nesta segunda à Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Educação. Os protestos são organizados pela UNE e UBES, com apoio dos movimentos sociais e entidades ligadas à educação.
A Jornada promoveu ocupações e atividades nas Universidades Federais dos três estados. O objetivo é construir até o final da semana mobilizações em todas as regiões do país, tendo com fio condutor uma pauta de reivindicações com 18 pontos.
Sobre o ensino público, o documento aprovado por 23 entidades exige a implementação de ações afirmativas, ampliação do investimento para no mínimo 7% do PIB, autonomia, expansão de vagas e gestão democrática nas universidades e escolas. O movimento social pleiteia ainda a criação imediata do Plano Nacional de Assistência Estudantil (com recursos na faixa de R$ 200 milhões) e a implantação do Passe Livre Estudantil, financiado pelo lucro das empresas de transportes.
Na UFRJ, houve ocupação do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), onde aconteceu debates e discussões. Na UFBA (foto), foi organizado o "Acampamento dos Movimentos Sociais" que ficará de pé até o fim desta terça. Na UFMG, um acampamento foi montado em frente à reitoria e, segundo os estudantes, até sexta-feira haverá atividades no local.
A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, disse ao EstudanteNet que estes primeiros atos tendem a crescer ao longo da semana, até culminar na grande passeata que os movimentos farão na quarta-feira, dia 22.
"Este é apenas o começo. Ao longo da semana, nosso objetivo é envolver cada vez mais pessoas, que tem a consciência de que é necessário e urgente um novo modelo de educação para o país, um sistema que olhe para a camada mais pobre, democratize o acesso, crie políticas de assistência estudantil e condições igualitárias de disputa por vagas nas universidades federais. O ensino no país deve estar voltado para o desenvolvimento nacional e não para o privilégio de um pequena parcela da população. Vamos à luta. Dia 22, tomaremos as ruas pára defender a educação pública", destacou Lúcia.
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Da Redação