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19 de fevereiro de 2008
Movimento estudantil se solidariza ao GLBT de São Paulo

Estudantes engrossam a batalha contra crimes homofóbicos

Apoiados na luta pela criminalização de crimes homofóbicos, projeto de lei que aguarda aprovação no Senado Federal, representantes de entidades estudantis se manifestam, condenando a impunidade dispensada a recentes atos de violência gratuita contra homossexuais.

Casos como o atentado ao presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, Alexandre Peixes, que foi agredido e amarrado na sede da instituição, fomentam a discussão a cerca do respeito a diversidade sexual. Leia abaixo artigo de manifesto de líderes estudantis.

A quem pertence o direito a ter direitos?
No nosso país a uma seleta minoria. A democracia para todos não é democrática, não tem espaço para a diversidade. No 'todo' daqueles que dominam nosso país não cabe o menor abandonado, a mulher, o negro, o nordestino, o operário e o transexual. Isso ficou claro no triste episódio ocorrido no dia 11 de fevereiro, quando o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, Alexandre Peixes, foi agredido e amarrado na sede da instituição. No mesmo final de semana, três travestis foram assassinadas. Não são violências soltas no ar, cometidas por equívoco, elas são orientadas por um projeto de sociedade calcado na discriminação e estigmatização para oprimir e marginalizar. Estudantes, mulheres e operários são exemplos clássicos desse processo.

O Brasil tem dado sinais de avanço no sentido da luta pelo fim da discriminação e violência por orientação sexual e identidade de gênero, como a criação do Programa Brasil Sem Homofobia, porém é preciso avançar ainda mais. A aprovação da criminalização da homofobia que está parada no Senado Federal seria um sinal de que novos parâmetros passaram de fato a governar o Brasil.

Nos solidarizamos com Alexandre Peixe, o Xandão, presidente da Parada GLBT de São Paulo, vítima de uma violência que pode sim ser revertida, com o enfrentamento por parte do Estado brasileiro, aos fundamentalismos e preconceitos que infelizmente marcam nossa sociedade.

Lúcia Stumpf - Presidente da UNE
Ismael Cardoso - Presidente da UBES
Arthur Herculano - Presidente da UPES
Denilson Alves - Diretor GLBT da UPES


Da Redação

 

 


 
 



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