Praia do Flamengo, 132 
Movimento Estudantil
Movimentos Sociais
Educação
Cultura
Política
Estágio
Geral
Opinião

História
Linhas de Atuação
Perguntas Frequentes
Fale com a Presidente
Transparência 100%
Agenda 
Diretoria
Logomarcas
Comunicação

História
Linhas de Atuação
Fale com o Presidente 
Diretoria
Grêmios Estudantis / Umes
Logomarcas
Assessoria de Imprensa

Ouvidoria do estudante
Perguntas Frequentes
Mensalidades
Meia Entrada
Contato Procons
Estrutura

  Cartilha de CAs/DAs
Cartilha Cuca
   Revista Movimento
Jornal da UNE
Jornal Plug da UBES

Postos de carteira





13 de outubro de 2006
Jovens pobres não conseguem conciliar trabalho e estudo

A grande maioria dos jovens de baixa renda das regiões metropolitanas não consegue conciliar trabalho e estudo, conforme um estudo sobre o mercado de trabalho para a juventude. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) é o responsável pela pesquisa, que analisou dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) em cinco regiões metropolitanas do País - Belo Horizonte (Estado de Minas Gerais) Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Recife (Pernambuco), Salvador (Bahia), São Paulo - e no Distrito Federal.

A análise ressalta que é grande a desigualdade de oportunidade de emprego entre jovens com rendas diferenciadas. Segundo a pesquisa, a maioria das pessoas nessa faixa etária, que estava ocupada no mercado de trabalho, em 2005, era assalariada e trabalhava com carteira assinada. No entanto, esse número se reflete, em sua maioria, nos casos de jovens com maior poder aquisitivo, o que "parece indicar que quanto maior a renda familiar, maior a contratação com vínculo formal de trabalho", diz o estudo.

Por outro lado, a proporção de jovens contratados como autônomos é maior entre os indivíduos de menor renda. A pesquisa avalia, portanto, que "os jovens de famílias com poder aquisitivo mais elevado têm melhor inserção no mercado de trabalho".

Além disso, segundo informações da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), o estudo mostrou que o grupo de pessoas entre 16 e 24 anos sem ocupação representam 45,5% dos desempregados nas regiões avaliadas. Esse número é quase duas vezes superior se comparado à taxa de desemprego para a população com mais de 25 anos. Segundo a análise, os dados evidenciam que a população jovem "busca efetivamente oportunidades de emprego, assim como o conjunto da população economicamente ativa. Entretanto, sua dificuldade é mais acentuada, uma vez que concorre com pessoas com maior experiência profissional e maior vivência no mundo de trabalho".

Comparando-se os dados da mesma pesquisa realizada em 2004, percebe-se que a taxa de participação dos jovens decresceu, com exceção de São Paulo. De acordo com o Dieese, a explicação para essa queda pode estar no fato de que as pessoas nessa faixa etária se preocupam cada vez mais em estudar. No entanto, a análise também apresenta como justificativa a redução do desemprego para os chefes de família, além do discreto aumento na renda familiar dos mais pobres e também das políticas públicas em geral, que apresentaram resultados no período.

Por fim, o estudo conclui que "é clara a influência da condição de renda da família sobre o perfil ocupacional dos jovens e, a partir dessa constatação, é importante a elaboração de políticas públicas que, de um lado, promovam uma melhor distribuição da renda no País e, de outro, busquem o desejável equilíbrio entre a formação escolar e profissional e a inserção do jovem no mercado de trabalho".


Fonte: Adital


 
 



Todo o conteúdo do Portal EstudanteNet está disponibilizado sob a Licença Creative Commons.
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES  / UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS
Rua Vergueiro 2485 - Vila Mariana - São Paulo SP - CEP 04101 200