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MÍDIA X FUTEBOL FEMININO

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No país do futebol, a prática do esporte pelas mulheres ainda não é vista com bons olhos. Das vitórias dentro de campo aos recordes batidos – Marta é hoje a artilheira da Copa do Mundo de futebol feminino, pouco se ouve falar na mídia tradicional.

O debate sobre a relação do futebol feminino com os meios de comunicação esteve presente no Cuca da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) na última semana. Confira o artigo produzido pela estudante de Direito e integrante do Cuca, Emanuela Gava:

 

“O boicote midiático à visibilidade feminina no futebol brasileiro”

O Brasil tem a fama de ser o país do futebol.  E de fato temos uma população que vibra junto com a seleção – e os demais times -, que se emociona com as partidas, chora com as derrotas e comemora as vitórias. Mas isso só ocorre quando se trata do futebol masculino; para o futebol feminino restam as notas de rodapé.

A mídia nos boicota diariamente e por este motivo não me espanta a pífia cobertura dos grandes veículos de comunicação da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que ocorre no Canadá. Para o futebol feminino não há transmissão nacional em horário nobre. Não tem manchete divulgando o placar (vencedor) do último jogo. Não tem holofote. Ninguém diz, por exemplo, que Marta, da seleção brasileira, é a artilheira da Copa do Mundo feminina, com 15 gols, e está a um gol de bater o recorde do alemão Miroslav Klose, com 16 gols, do futebol masculino.

Para esse descaso midiático não se encontra outra explicação: respingos de uma cultura machista. Os estereótipos impostos pela mídia redundam na ideia de fragilização das esportistas, ao mesmo tempo em que há uma tentativa de masculinizá-las – insistem em dizer que Marta é o Pelé de saia.

A sociedade parece ainda não ter aceitado o fato de as mulheres estarem hoje presentes em todos os espaços, até então dominados pela presença masculina. Mas seguiremos resistindo. E ocupando. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser. Queira a grande mídia ou não.

A nos, propositores de alternativas à mídia tradicional, nos é incumbida a função de nos mobilizarmos no sentido de propagarmos e divulgarmos o futebol feminino brasileiro. Não podemos ignorar o papel pivô que o esporte tem na transformação social.

Avante, mulheres!

 

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