Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Encucados!

camila

Confira artigo escrito pela coordenadora do Cuca-SP, Camila Ribeiro sobre o fortalecimento rede no estado

O movimento estudantil carrega em seu DNA o gene de uma produção cultural de vanguarda, rebelde e conectada com as causas de seu tempo, desde o CPC – (Centro popular de cultura) da União Nacional dos Estudantes que na década de 60 projetou no cenário nacional a arte no centro do debate político. Em 1999, após um período de duras repressões, a UNE reconstruiu sua agenda cultural através das realizações de bienais, que de início surpreendeu pela proporção e capilaridade de trabalhos inscritos, e que em sua 9º edição acumula o status de maior festival estudantil da América Latina.

Em 2001, durante a segunda edição da Bienal de Cultura e Arte da UNE, foi colocada à proposta da criação de um circuito que gravitasse em torno de centros ou núcleos culturais em resposta à necessidade de uma agenda artística que extrapolasse a atividade realizada a cada dois anos, e dessa forma, fosse capaz de estimular a produção cultural dos estudantes de forma perene e continua, esboça-se assim, o primeiro núcleo do Circuito Universitário de Cultura e arte: o CUCA da UNE.

No estado de São Paulo, historicamente, o CUCA se construiu como importante articulador da cena cultural universitária. O “Santa CUCA” no centro acadêmico do curso de medicina da faculdade Santa Casa, em São Paulo, foi o primeiro núcleo estruturado da rede onde eram realizados, periodicamente, atividades culturais, shows e eventos. Em 2007 foi inaugurado o Centro Cultural Gianfrancesco Guarnieri,  ( localizado na sede das entidades, na Vila Mariana), que sediou as atividades do CUCA SP durante um longo período. O espaço foi aberto para ensaios, experimentação, debates e apresentações, e até uma gravadora  funcionava no local.  Enfim, um importante ponto de encontro e convergência dos estudantes paulistas para desenvolver arte independente.

A nossa geração vive um momento de crise de representatividade, o avanço do pensamento conservador e golpista não representa os desejos da juventude que tem ânsia pela conquista de mais direitos, acesso e permanência na universidade, direito à cidade e perspectivas de vida. Sofremos duras represálias dos setores mais reacionários que criminalizam as experiências de organização coletiva. Nesse sentido a rede do Cuca se apresenta como laboratório de produção subjetiva na disputa do imaginário social por meio da articulação dos fazedores e fazedoras de cultura.

São Paulo possui um território  caracterizado pela sua geografia extensa e movente, e queremos mostrar de nossa resistência através do “passinho” do funk paulista e da cultura da periferia que está presente também nas universidades, aeroportos, e nos “rolezinhos” até o  jongo tradicional. Viralizar nossa opinião por meio das façanhas “midialivristas” e da apropriação tecnológica. Queremos preservar nossa memória por meio da manutenção das manifestações culturais de matrizes africanas. Queremos viabilizar as nossas iniciativas através de plataformas de financiamento colaborativo. A Rede Cuca é a possibilidade de unirmos toda a nossa potência de organização colocando a cultura como processo emancipador e fundamental para o nosso reconhecimento simbólico.

Nesse momento em São Paulo, o CUCA cria uma rede de divulgação dos trabalhos universitários de todo o estado, e com a UEE-SP organizaremos uma Bienal e um circuito de festivais por diversas regiões, batizado de FUBA( Festival Universitário Bienal de Artes), além de atividades culturais  periódicas na sede da entidade ( localizada na Rua Vergueiro, 2485 – na capital).

Com o objetivo de mapear e fomentar a produção cultural também será criada uma plataforma digital dentro do site da UEE-SP, além de divulgar e incentivar produções já existentes.

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo