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A Une

Bandeiras

icone_educacao Educação

A UNE representa todos os estudantes universitários do Brasil. Sua bandeira histórica é a educação gratuita e de qualidade para todos. Embora o Estado caminhe rumo à universalização do ensino básico desde as primeiras Constituições da República, a educação não se apresenta com a mesma qualidade para todos, reproduzindo as graves desigualdades sociais brasileiras.

O movimento estudantil obteve importantes vitórias na última década.A transformação no ensino superior passou pela democratização do acesso, com a implantação do ENEM e do Sisu. Depois, as instituições criaram mais vagas e cursos noturnos e ampliaram a sua estrutura física por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni.

Ao mesmo tempo, o ProUni, o Fies e a Lei de Cotas foram a porta de entrada, em faculdades privadas e federais, de milhões de estudantes oriundos da escola pública, em sua maioria negros, pardos e indígenas, historicamente excluídos do ambiente acadêmico.

A entidade lutou muito nos últimos anos e conquistou a aprovação do Plano Nacional de Educação com garantia do investimento de 10% do PIB para o setor. Também foram obtidas a destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação. Agora, a entidade luta pela implantação efetiva de todas as metas do plano em todo o território nacional e dentro dos prazos estipulados.

Atualmente, a UNE luta também pela criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (Insaes), para que o Estado brasileiro possa fiscalizar as instituições de ensino com mais rigor e eficiência. Outras importantes bandeiras são: assistência estudantil, redução do reajuste da mensalidade das universidades particulares para o índice da inflação e o combate à desnacionalização do ensino superior.

icone_politica POLÍTICA

A UNE já nasce envolvida nas principais questões políticas do Brasil. Na década de 40, os estudantes pressionaram o governo de Getúlio Vargas a tomar posição contra o nazismo de Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Lutaram pela soberania nacional sobre o petróleo nos anos 1950 e na década seguinte tiveram papel relevante na campanha pela legalidade e posse do presidente João Goulart, em 1961.

Os estudantes combateram energicamente por 20 anos a última ditadura civil-militar (1964-1985), participaram da mobilização das “Diretas Já” e protagonizaram a campanha “Fora Collor”, que resultou no primeiro processo de impeachment de um presidente da República. O movimento estudantil acompanha de perto o Congresso Nacional, suas comissões especiais e frentes parlamentares, bem como as ações do Poder Executivo, levando sempre ideias e propostas positivas para o Brasil e sua juventude.

Atualmente, a UNE defende uma reforma política que possa corrigir as distorções do sistema de representação no país, combatendo a corrupção, impedindo a troca de interesses entre empresas e a classe política, reduzindo a personalização da política e ampliando a participação de jovens, mulheres, negros, índios e outras minorias no processo de tomada de decisões.

icone_juventude Juventude

Apenas recentemente a juventude brasileira passou a ser tratada pelo governo brasileiro como uma parcela específica da população, com particularidades, demandas e potencialidades específicas. A UNE participa de forma ativa dessa luta pela implementação das políticas de juventude no Brasil e é membro fundador, desde 2005, do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

A UNE teve atuação fundamental na mobilização nacional pela Proposta de Emenda Constitucional 65, a PEC da Juventude, aprovada em 2010 após muita luta e reivindicação dos estudantes. A emenda incluiu explicitamente a juventude no texto da Constituição, como um público a ser contemplado pelas políticas de Estado.

A partir de agora, a UNE luta para que isso realmente aconteça, com a aprovação do Plano Nacional de Juventude e a implementação do Estatuto da Juventude. A entidade também contribui com o debate sobre os jovens em instâncias como o Conselho Nacional de Saúde e o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas.

icone_diversidade Diversidade

Durante os anos difíceis da ditadura e da redemocratização do Brasil, o movimento estudantil lutou pelas liberdade: pela livre expressão de opiniões, pela possibilidade de organização social e defesa de direitos. Objetivos foram alcançados, mas a opressão a segmentos específicos da sociedade, sobretudo jovens, ainda resiste na forma de preconceito, violência, exclusão, injustiça e desigualdade de oportunidades.

A UNE defende a unidade da juventude a partir da sua diversidade, privilegiando a organização de estudantes mulheres, gays, lésbicas, negros, índios e outros grupos que compõe o mosaico colorido da classe estudantil brasileira. Os principais espaços de ação do movimento estudantil nessa área são o Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE (Enune) e o Encontro de Mulheres da UNE (EME).

A UNE possui uma diretoria LGBT e participa da organização das principais paradas gays do Brasil. Defende as políticas afirmativas para a afirmação de minorias raciais e de gênero, com foco na ampliação do acesso dos estudantes pobres à universidade. Em janeiro de 2015, a entidade organizou o I Encontro LGBT da UNE no Rio de Janeiro.

icone_movimento-social Movimento Social

As lutas dos estudantes no Brasil dialogam com as demandas dos trabalhadores urbanos e rurais, das famílias sem moradia, de mulheres e servidores públicos — todos os grupos que defendem, cada qual à sua maneira, a justiça social no país.

Os estudantes brasileiros defendem firmemente a reforma agrária, a democratização da comunicação e a redução da jornada de trabalho no país, são solidários às ocupações populares organizadas de moradia, apoiam todos os movimentos contrários ao preconceito e à intolerância, defendem a luta e os direitos das comunidades tradicionais no território nacional.

No início dos anos 60, a UNE foi um dos principais movimentos brasileiros em defesa das reformas sociais, e desde então suas bandeiras estão presentes em toda mobilização relevante para a afirmação dos movimentos populares e da igualdade no Brasil.

icone_questao-urbana Questão Urbana

A população das cidades no Brasil é cada vez mais maior, com o crescimento das metrópoles e a ampliação dos segmentos jovens. Os desafios de mobilidade urbana, acesso a equipamentos públicos e ocupação positiva do espaço das cidades são preocupações da UNE.

O movimento estudantil luta por políticas públicas para metrópoles mais humanas e integradas, que respeitem a diversidade e sejam sustentáveis do ponto de vista social e ambiental. A UNE defende o passe livre para os estudantes nos transportes, a promoção de alternativas de mobilidade, o aumento no número de parques, praças e espaços de interação e trocas entre vizinhos e moradores.

incone_internacional Internacional

Articulada a organizações similares no continente e no resto do mundo, a UNE compõe uma rede mundial em defesa da autonomia dos povos, contra o imperialismo e a favor das relações de solidariedade e respeito internacionais. A entidade é fundadora do Fórum Social Mundial, participa do Festival Mundial de Juventude e da Cúpula dos Povos Americanos.

Na América Latina, a UNE está entre as principais participantes da OCLAE, a Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes, mantendo um representante brasileiro no secretariado-geral da entidade, em Cuba. O movimento estudantil brasileiro defende a integração do continente a partir das forças populares, do fortalecimento da democracia e da redução das desigualdades sociais, tornando a América Latina um novo modelo global de desenvolvimento humano.

icone_meio-ambiente Meio Ambiente

A atual geração de jovens brasileiros é, sem dúvida, a mais envolvida com as questões do desenvolvimento sustentável, do uso consciente dos recursos naturais e das implicações sociais da degradação ambiental. No caso do Brasil, um país com grande oferta de energias limpas e biodiversidade única, os estudantes também desenvolvem essa temática em seus principais debates.

A UNE lançou em 2006 a campanha “A Amazônia é Nossa”, em defesa do território nacional e de sua integridade ambiental, e desde então vem discutindo esse tema em todos os seus encontros. Em 2012, a UNE participou como entidade convidada da Rio+20, conferência mundial das Nações Unidas, onde o movimento estudantil criticou a apropriação da temática ambiental pelo poder econômico e pelo capitalismo.

A UNE também participa ativamente do Projeto Rondon, que foi retomado pelo governo federal a pedido da entidade, e promove a circulação de estudantes universitários e agentes sociais por regiões afastadas e pouco desenvolvidas do país, em atividades de desenvolvimento social e preservação do meio ambiente.

icone_juventude CULTURA

A UNE sempre teve a cultura como uma de suas principais bandeiras. O Teatro Universitário e o Centro Popular de Cultura (CPC) foram ricos espaços de criação artística da juventude brasileira. Durante o processo de reconstrução da entidade após o fim da ditadura militar, a UNE retomou o seu projeto cultural por meio da Bienal de Cultura e Arte, realizada a cada dois anos, e do CUCA – Centro ou Circuito de Cultura e Artes, que busca recuperar o espírito do CPC.

Hoje, a luta dos estudantes universitários está voltada para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição número 150, de 2003, que prevê o repasse anual de 2% do orçamento federal, 1,5% do orçamento dos estados e do Distrito Federal e 1% do orçamento dos municípios, de receitas resultantes de impostos, para a cultura.

A UNE defende ainda a consolidação da Lei da Cultura Viva como política de Estado; a revisão da Lei Rouanet; e a obrigatoriedade da extensão universitária no currículo acadêmico.

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