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ESTUDANTES DA USP LUTAM POR DEMOCRACIA

Nesta última terça-feira (01/10) às 14h, ocorreu um encontro do Conselho Universitário (CO) na Universidade de São Paulo (USP). Na pauta algumas mudanças estatutárias e a decisão da maneira como os reitores da USP passarão a ser eleitos.

Junto com funcionários e professores, o DCE Livre da USP e os estudantes promoveram uma manifestação em frente à reitoria. A principal reivindicação estudantil era de que o Conselho Universitário acontecesse de maneira aberta a toda comunidade universitária e interessados, como critério mínimo de democracia e de respeito ao ambiente de debate universitário.

No CO, os poucos representantes discentes – entre cerca de 140 conselheiros, apenas 15 são estudantes – pautaram a proposta logo no início do Conselho. O objetivo dos estudantes era o de poder participar da sessão do CO, expor suas ideias por meio do diálogo e pressionar para a aprovação das eleições diretas na USP, com o fim da lista tríplice na Universidade, que atualmente permite que o Governador do Estado escolha os reitores da USP. Entretanto, o reitor João Grandino Rodas e a ampla maioria do CO recusaram a proposta de maneira autoritária. “Muitos conselheiro, ainda, desmereceram e agrediram verbalmente os Representantes Discentes”, destacou Pedro Serrano diretor do DCE e da União Estadual dos Estudantes de São Paulo.

Sendo impedidos de participar democraticamente do Conselho, os estudantes ocuparam a Reitoria da Universidade, como protesto em oposição à profunda falta de democracia na USP e em exigência de eleições diretas na USP.

Os Representantes Discentes junto com o DCE e a Associação de Pós-Graduandos, protocolaram um documento exigindo, de maneira objetiva, três reivindicações imediatas: o cancelamento imediato da sessão do CO de 1 de outubro, a convocatória imediata de um novo CO, dessa vez aberto a todos, e a convocação de um plebiscito oficial da Universidade a respeito das Eleições Diretas na USP.

Para o DCE “alterar a maneira como os reitores são eleitos, promovendo a imediata participação de todos, é condição elementar para alterar o atual cenário na Universidade. Há mais de 20 anos, nosso país passou por seu processo de redemocratização. Agora chegou a hora de conquistarmos as eleições diretas já na USP. Com peso paritário nas votações e o fim da lista tríplice”, pede texto publicado na página do Diretório.

GREVE

Na terça-feira mesmo à noite cerca de mil alunos realizaram uma Assembleia Geral dos Estudantes que decidiu realizar uma greve geral estudantil na USP imediata e por tempo indeterminado.

De acordo com o representante do DCE, hoje (02/10) no período da manhã alguns cursos ainda tiveram aula e outros já estavam paralisados. “Estão sendo realizadas assembleias nos cursos da USP, para autenticar a greve na universidade, e amanhã (quinta) deverá ser realizada uma nova assembleia geral decisiva”, explicou.

A presidenta da UEE-SP, Carina Vitral, esteve presente na Assembleia e afirma que a entidade apoia a greve. “É legítima a luta por democracia dos estudantes. O Estatuto da USP é da época da ditadura militar”, afirmou.

Com informações do DCE Livre de USP

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