Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

PERSONAGENS DO CONUNE: ENNIO CANDOTTI

Ennio Candotti, diretor geral do Museu da Amazônia, foi um dos convidados do 53º Congresso da UNE. Ennio vem contribuindo para os debates da UNE e esteve presente em atividades como a Caravana Brasil +10 na etapa de Manaus e no 14º CONEB.

No 35º Conune, Ennio participou da mesa “Conferência livre de meio ambiente e resíduos sólidos: questões nacionais sobre meio ambiente e sustentabilidade”. O tema fez parte do ciclo de debates intitulado “Brasil+10, um programa para avançar nas transformações”.

Confira abaixo o bate papo que o site da UNE teve com ele durante o Congresso:

O Congresso da UNE tem como tema parte do hino da entidade composto pelo Vinicius de Morais, “A nossa mensagem de coragem é que traz um canto de esperança”.  Estamos perguntando para diversos convidados do Congresso, qual é a mensagem de coragem deles? Na a perspectiva do senhor, do meio ambiente, da natureza, das relações sociais e ambientais, na equação disso tudo, uma mensagem de coragem do senhor?

Devemos ser eternos enquanto duramos.

Como o senhor vê o Brasil no século 21? Estamos bem?  Para onde estamos indo?

Ainda estamos a procura do nosso caminho. Não creio que esteja já definido para onde vamos. São muitos encontros como esse, muita juventude mobilizada e com coragem para que se discuta o Brasil. Eu tenho a impressão de que nos últimos tempos o Brasil tem avançado muito, mas tem discutido pouco para onde ele está indo. Isso não é bom porque faz com que nós tenhamos abdicado de uma responsabilidade importante, fazer com que o Brasil se desenvolva de uma maneira equilibrada em toda parte: Amazônia, ao Sul, Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul e que os jovens se encontrem nesse Brasil nos próximos 10, 20 anos. Eu acho que é isso que está na mesa hoje. Poderemos ter um Brasil que não será desenhado para todos, talvez até seja competitivo internacionalmente, mas estará a mercê das crises internacionais. E o outro é um país que queremos construir, justo, honesto e que nos veja a todos unidos nesse esforço de entender, entender a natureza, essa historia de conservar por conservar não está com nada, nós precisamos entender o que conservar, para que, para quem. Isto está na mesa, está na nossa discussão e eu espero que esteja presente nas discussões dos próximos anos da UNE e dos movimentos estudantis, que eu espero que sejam eternos enquanto durem.

Quando conversamos no ano passado por ocasião da Caravana que a UNE fez, chamada Brasil+10, para imaginar o Brasil daqui uma década, o senhor falava muito na perspectiva ambiental, da necessidade de fato integrar a questão ambiental a questão social e entender isso tudo numa perspectiva da educação e da escola pública. Tem uma fala do senhor nesse sentido que é a seguinte: “Onde está a árvore do quintal da escola para a aula de biologia?”. O senhor já encontrou?

Não, não, não encontrei. Infelizmente não encontrei.

Quando teremos essa árvore? Qual é o caminho para termos essa árvore?

Uma é vencer essa batalha dos royalties do petróleo. Eu acho que nisso a UNE está certa e deve brigar muito para que a educação seja prioridade nacional. E dentro das possíveis educações se brigue para que seja a educação, uma árvore no quintal da escola.

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo
Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (0) in /home/une/public_html/site/wp-includes/functions.php on line 3743