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Apesar do dia cheio de atividades a mesa sobre A centralidade da assistência estudantil para o êxito do sistema educacional brasileiro reuniu grande número de jovens na noite da última quinta-feira (30) e movimentou os debates do Congresso da UNE. O tema justificou tanto público, o assunto vem sendo colocado como central para a consolidação da democratização das universidades no Brasil.

Muito além das inúmeras reivindicações vindas de norte a sul do país a pró-reitora de Assistência Estudantil da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Cristina Sampaio Angelim, trouxe para a mesa a experiência exitosa da Câmara de assistência estudantil sua universidade. De acordo com ela a iniciativa pioneira no país está mudando a cara da sua universidade.

“Este ano já foi discutido orçamento de 2013, modalidades do programa de assistência, compreendendo não só ajuda material, mas trabalhando outras dimensões da permanência, se integrando ao movimento LGBT, contra o racismo e pessoas com deficiência”, explicou.

Segundo a Pró-reitora o ideal é democratizar todas as instâncias com fóruns permanentes docentes, para os discentes, e com os técnicos. “Implantar câmaras nas universidades, democratizá-las com políticas mais permanentes e estruturantes, não só bolsas, mas restaurantes universitários, casas de estudante”, ressaltou.

Para ela a assistência tem que estar articulada com o ensino, a pesquisa e extensão. “Para que a universidade tenha de fato um papel de transformar”, avaliou.

A aluna Sarah Fonseca, coordenadora da Câmara da Univasf também participou da mesa. Ela explicou que é a Câmara que decide onde as verbas serão aplicadas, sendo um braço que assessora o movimento estudantil. “As reuniões da Univasf devem acontecer de forma itinerante, já que a universidade está dividida em três estados Pernambuco, Bahia e Piauí”, destacou.

MÃOS EM OBRAS

Para Anderson Campos, Assessor de Juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), tratar o debate de assistência só para estudantes pobres é torná-la assistencialista. Segundo ele o ideal são políticas de promoção de igualdade para toda a juventude, o que inclui passe-livre no transporte público e direito a alimentação para todos.

“Agora temos a possibilidade de disputar o orçamento para o centro da política educacional. Tirar do foco assistencialista, mas uma política social de combate a desigualdade que vem que de fora para a universidade. Devemos colocar o debate de assistência como uma política ampla de estado, não só jogar na responsabilidade das universidades”, destacou.

Segundo Anderson ainda temos cada vez mais estudantes que trabalham e trabalhadores estudantes. “Para que essa agenda seja encabeçada pela UNE é necessário compreender que lutam diariamente para trabalhar de dia e estudar a noite. A UNE tem que buscar estes estudantes e criar mecanismos para a juventude trabalhadora”, ressaltou.

Cristiane Tada

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