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ESTUDANTES DA UFSM SOFREM COM FALTA DE ESTRUTURA

224 estudantes de cinco turmas do Curso de Relações Internacionais (RI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) reivindicam melhorias na estrutura e professores na graduação do curso. Este ano, a primeira turma irá se formar e ainda tem alunos sem professor orientador para os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).

Desde 2009 lutam por direitos básicos como ter professores, qualidade e atenção sem que houvesse algum resultado efetivo. Os estudantes afirmam ter apenas um professor formado em RI e no semestre atual possuem quatro disciplinas sem alguém para lecionar.  

“Há uma turma nesse semestre cursando História das Relações Internacionais II sem ter cursando História das Relações Internacionais I”, afirmam os estudantes em uma carta que publicaram nas redes sociais com o intuito de expor suas preocupações e angústias com a situação em que se encontram para que consigam chamar a atenção e pedir por soluções.

Aulas que deveriam durar um semestre acabaram sendo dadas em duas semanas. Além da estrutura física precária em que se encontra o prédio onde ocorrem as aulas, os estudantes precisaram depender de professores de outros cursos e departamentos para que os alunos em fase de conclusão tivessem orientadores. Isso gerou um resultado crítico: tiveram professores dando aula diretamente de sites de pesquisa por não ter ideia da matéria que estavam lecionando, não sabiam responder as perguntas dos estudantes e nem definir o conceito de Relações Internacionais.

Quatro gerações de Diretório Acadêmico já tiveram reuniões com a Coordenação do curso, com o Departamento de Economia e com o Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), mas não houve resposta.

O curso de Relações Internacionais foi criado em 2009 em um contexto de expansão nas universidades federais e da própria área das relações internacionais no Brasil.

Segundo a vice-presidente da UNE no Rio Grande do Sul, Ana Lucia, esta é uma questão que deve ser aprofundada. “O REUNI é importante, pois democratizou e ampliou o acesso às universidades federais. A partir daí surgiram novas demandas como a contratação de mais professores e ampliação das estruturas”, declarou. Para Ana Lucia, “a luta do movimento estudantil por mais assistência e investimentos em educação, torna-se agora primordial.”

Natália Vaquelli

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