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HOMENAGEADO DA 8ª BIENAL É LEMBRADO NO DIA DE HOJE

O dia em Pernambuco começou ao som da sanfona e de muitas homenagens a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que completa 22 anos de morte hoje. Em Recife, uma série de shows de sanfoneiros e uma missa foram organizadas para o músico. Em 2012 está sendo comemorado o centenário de Luiz Gonzaga.

Reconhecendo a sua importância e a contribuição para a cultura popular brasileira, a UNE também prepara uma grande festa para o sanfoneiro, marcada para meados de janeiro de 2013, a 8ª Bienal da entidade.

O evento, considerado o principal festival estudantil da América Latina, trará como tema “A Volta da Asa Branca”, numa tentativa de dar luz à história do nordeste e seus sertões.

A Bienal já é tradicional no calendário do movimento estudantil e é hoje a principal vitrine para os estudantes mostrarem o que está sendo produzido dentro das universidades brasileiras, não apenas na área da cultura, já que o evento engloba também ciência, tecnologia e outras áreas. 

O HOMENAGEADO

Luiz Gonzaga nasceu em uma fazenda chamada Caiçara na zona rural de Exu na Serra do Araripe no estado de Pernambuco, no ano de1912. Além de ser um ótimo cantor e compositor, Gonzaga adorava instrumentos musicais, gostava da sanfona de oito baixos, de zabumba e sempre que podia participava de festas, feiras e forrós.

Ao reencontrar-se com suas raízes musicais, ajudou a plasmar a identidade nordestina no imaginário do Brasil, imprimindo ao acordeon das valsas e tangos, a partir da década de 40 do século XX, uma nova musicalidade. Então, como sanfona, o instrumento adquiriu nova personalidade.

Assim, começou a ganhar destaque na mídia em 1940com a participação na Rádio Nacional cantando “Vira e Mexe”, primeiro lugar nas paradas. Daí então seus sucessos eram quase anuais: “Baião” e “Meu Pé de Serra”(1946), “Asa Branca” (1947), “Juazeiro” e “Mangaratiba” (1948) e “Paraíba” e“Baião de Dois” (1950).

Luiz Gonzaga é o representante maior da música popular nordestina, ele interferiu decisivamente na trajetória da música brasileira ao introduzir no cenário nacional os ritmos do sertão e do nordeste, como por exemplo, os xotes, baiões e xaxados.

Da Redação

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