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Maconha, polícia e a ocupação da FFLCH da USP

Cerca de 400 estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantém ocupado o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, História e Geografia (FFLCH). Como é feriado na universidade, por conta do dia do funcionário público, a decisão é permanecer por pelo menos até segunda-feira, onde mais estudantes e funcionários estarão presentes para participarem de uma assembleia geral e decidirem as próximas medidas a serem tomadas. O principal protesto dos manifestantes é contra a permanência da PM em todo o campus.

Nesta quinta-feira (27), os alunos entraram em confronto com policiais militares devido a prisão de três jovens. Segundo nota divulgada pelo DCE da universidade, estes estudantes tiveram seus documentos confiscados e seu carro revistado por estarem, segundo a polícia, consumindo maconha entre os prédios da Ciências Sociais e da História.

 No último dia 8 de setembro, representantes da universidade e do comando da Polícia Militar formalizaram um convênio de cinco anos para aumentar a segurança no campus. Firmaram o documento Antônio Ferreira Pinto, secretário estadual da Segurança Pública, o coronel Álvaro Batista Camilo, comandante do policiamento do estado, e o professor João Grandino Rodas, reitor da USP.

Na prática, com o convênio, foi combinado um aumento do efetivo que atua no campus da USP. A medida foi tomada após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, ocorrida na noite de 18 de maio.

Queriam prender, estudantes não deixaram

O aumento efetivo da PM no campus fez com que as rondas pela Cidade Universitária aumentassem. No momento em que os policiais foram levar o trio para o 91º DP, onde a ocorrência seria registrada, os estudantes impediram o processo. Os três, então, foram levados pelos colegas até um dos prédios.

Quando finalmente os alunos eram conduzidos para a delegacia, os estudantes cercaram o carro da Polícia Civil. Os policias revidaram aos protestos e estudantes ficaram feridos com balas de borracha.

Nota oficial do DCE-livre da USP

Nesta sexta-feira, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade soltou uma nota oficial sobre a ocupação no campus. Eles pedem o fim do convênio entre a USP e a PM além de outras reivindicações.

Leia aqui a nota oficial sobre a ocupação da administração da FFLCH.

UEE-SP também divulga nota

A União Estadual dos Estudantes de São Paulo também divulgou uma nota repudiando a violência da Polícia Militar ocorrida no último dia 27 de outubro dentro do campus da Universidade de São Paulo (USP).

Leia aqui a nota oficial da UEE-SP sobre o ocorrido.

Da Redação

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