ESTUDANTES DE DIREITO DA UFRJ FAZEM ATO EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA

Ato na Faculdade de Direito da UFRJ uniu estudantes e professores em apoio à reeleição da presidenta

EM DEFESA DA EDUCAÇÃO, UMES-RECIFE ESTÁ COM DILMA NO 2º TURNO

Entidades municipais e grêmios estudantis declaram apoio ao programa que propõe priorizar a educação

CA DE GEOLOGIA DA UFRGS DIZ NÃO AO RETROCESSO

Estudantes gaúchos querem mais avanços sociais e deliberam apoio à Dilma no 2º turno

DCE DA UPE ESTÁ COM DILMA CONTRA O RETROCESSO

Estudantes reunidos decidiram apoiar Dilma Rousseff à reeleição

9ª BIENAL DA UNE: AS VOZES DO BRASIL SE ENCONTRAM NO RIO

A capital fluminense será a casa do maior festival estudantil da América Latina em janeiro de 2015


Carteira Estudantil

Linhas de Atuação

A UNE representa todos os estudantes universitários do Brasil, sua principal bandeira, historicamente, é a educação gratuita e de qualidade para todos. Desde as primeiras constituições da república, o Estado aponta na direção da universalização do ensino básico, no entanto, a educação não se apresenta com a mesma qualidade para todos, reproduzindo as graves desigualdades sociais brasileiras. A UNE defende, incondicionalmente, que o Estado brasileiro amplie para 10% do seu Produto Interno Bruto (PIB) o investimento em educação. O movimento estudantil propõe alternativas para ampliação dos gastos nesse setor, a principal, atualmente, é a luta dos estudantes para que 50% do Fundo Social das riquezas do Pré-Sal sejam destinados exclusivamente para a educação. A UNE apresentou, recentemente, diversas emendas para o Plano Nacional de Educação do governo federal e acompanha todas as discussões sobre esse tema no Congresso Nacional, nos estados e municípios.

Juventude

Desde muito pouco tempo, a juventude brasileira é tratada pelo governo brasileiro como uma parcela específica da população, com suas particularidades, demandas e potencialidades específicas. A UNE participa diretamente dessa luta pela implementação das políticas de juventude no Brasil e é membro fundadora do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) desde 2005. A UNE teve participação fundamental na mobilização nacional pela Prosposta de Emenda Contitucional 65, a PEC da Juventude que acabou aprovada no ano de 2010 após muita luta e reivindicação dos estudantes. A Emenda incluiu a juventude, explicitamente, no texto da Constituição Federal, como um público a ser atendido pelo Estado. A partir de agora, a UNE luta para que isso realmente aconteça, com a aprovação do Plano Nacional de Juventude e do Estatuto da Juventude. A UNE contribui com o debate sobre juventude com assento também em outras instâncias como o Conselho Nacional de Saúde e o Conselho Nacional Antidrogas.

Diversidade

Durante os anos difíceis da ditadura e da redemocratização do Brasil, o movimento estudantil lutou pelas liberdades, pela livre possibilidade de expressar opiniões, defender direitos e se organizar. Porém, mesmo nos novos tempos de democracia, alguns grupos da sociedade, e especialmente da juventude continuam oprimidos, vítimas de preconceito, violência, exclusão, injustiça e desigualdade de oportunidades. A UNE defende a unidade da juventude a partir da sua diversidade, privilegiando a organização de estudantes mulheres, gays, lésbicas, negros e outros grupos que compõe o mosaico colorido da classe estudantil brasileira. Entre as principais atividades do movimento estudantil nessa área estão o Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE (Enune) e o Encontro de Mulheres da UNE (EME). Além disso, a UNE possui uma diretoria LGBT e participa da organização das principais paradas gays do Brasil. Defende as políticas afirmativas para a afirmação de minorias raciais, de gênero e, principalmente, para estudantes pobres terem mais acesso à universidade.

Cultura

O movimento estudantil está envolvido, desde seus primeiros anos de atuação, com a temática da Cultura. A atividade cultural da UNE começa ainda nos anos 40, torna-se prioritária para o movimento na década de 60, com o Centro Popular de Cultura (CPC da UNE), e é retomada no século XXI com as Bienais da UNE e o Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA da UNE). A UNE defende a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 150, que amplia os investimentos do governo federal em cultura para 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa é uma reivindicação antiga dos estudantes, presente em todas as suas Culturatas, ao final de cada Bienal da UNE. As Culturatas são uma mescla de passeata e manifestação cultural que englobam todas as linguagens e propostas, quando a saudável luta política abre espaço também para a arte e o improviso. A UNE participou dos debates e das realizações da área da Cultura no útlimo governo. Atualmente, a entidade defende o Plano Nacional de Cultura, para efetivar os direitos conquistados de forma inédia pela mobilização de grupos de todo o país. O movimento estudantil valoriza a regionalização da diversidade brasileira e entende que a cultura nacional é uma um bem inalienável, um patriônio imaterial que precisa ser defendido e preservado.

Esporte

Na expectativa de grandes eventos esportivos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o esporte significa, para a juventude, mais do que uma prática de simples competição ou entretenimento. Participando como organizadora da Conferência Livre Nacional de Esporte, a UNE fortalece o debate a respeito do legado social dos jogos, assim como da ampliação das políticas públicas de esporte como instrumento de inclusão social dos jovens, promoção da saúde e das práticas solidárias. O movimento estudantil inclui o esporte já há muitas décadas, com a realização dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) e a organização das atléticas estudantis. A UNE defende que todas as universidades tenham equipamentos esportivos para os jovens. Sua sétima Bienal, no Rio de Janeiro, incluiu o esporte entre suas atividades, com valorização das modalidades radicais, urbanas e a realização do primeiro campeonato brasileiro universitário de futebol.

Movimento Social

As lutas dos estudantes no Brasil assemelham-se, em muitos pontos, às dos trabalhadores urbanos e rurais, das famílias sem moradia, mulheres, servidores públicos, grupos que defendem, cada qual à sua maneira, a justiça social no país. A UNE participa ativamente da Confederação dos Movimentos Sociais (CMS), unificando suas bandeiras com as de dezenas de entidades de todo o Brasil. Os estudantes brasileiros defendem firmemente a reforma agrária e a redução da jornada de trabalho no país, são solidários às ocupações populares organizadas de moradia, apoiam todos os movimentos contrários ao preconceito e à intolerância, defendem a luta e os direitos das comunidades tradicionais no território nacional. No início dos anos 60, a UNE foi um dos principais movimentos brasileiros em defesa das reformas sociais do país, desde então, suas bandeiras estão sempre presentes em qualquer momento de mobilização importante para a afirmação dos movimentos populares e da igualdade no Brasil.

Política

A UNE já nasceu envolvida nas principais questões políticas do Brasil. Na década de 40, os estudantes pressionaram o governo de Getúlio Vargas a tomar posição contra o nazismo de Hitler na Segunda Guerra Mundial. Nos anos 50, lutaram pelo petróleo, nos anos 60 tiveram papel importante na campanha pela legalidade e posse do presidente João Goulart. Os estudantes combateram o regime militar, participaram do movimento das “Diretas Já” e foram os personagens principais da campanha “Fora Collor”, durante o primeiro processo de impeachment de um presidente da república. A UNE foi, talvez, a principal resistência à ditadura que, por 20 anos, perseguiu, torturou e executou aqueles que queriam se organizar politicamente e expressar as suas opiniões. Portanto, obviamente, todos os partidos políticos e todas as idelogias são extremamente bem vindas dentro da UNE. Participam da entidade, por exemplo, jovens filiados ao PT e ao PSDB, ao PC do B e ao DEM, ao PMDB e ao PPS, assim como militantes de outros partidos e um número imenso de jovens independentes, sem nenhuma agremiação partidiária. O movimento estudantil acompanha de perto as atividades do Congresso Nacional, as comissões especiais e frentes parlamentares, assim como as ações do poder executivo, levando sempre idéias e propostas positivas para o Brasil e sua juventude.

Internacional

Articulada a outras organizações similares no continente e no resto do mundo, a UNE compõe uma rede mundial em defesa da autonomia dos povos, contra o imperialismo e a favor das relações de solidariedade e respeito internacionais. A entidade é membro fundadora do Fórum Social Mundial, participa do Festival Mundial de Juventude e da Cumbia de los Pueblos Americanos. Na América Latina, a UNE está entre as principais participantes da OCLAE, a Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes, mantendo um representante brasileiro no secretariado geral da entidade em Cuba. O movimento estudantil brasileiro defende a integração do continente a partir das forças populares, do fortalecimento da democracia e da redução das desigualdades sociais, tornando a América Latina um novo modelo de desenvolvimento humano para todo o planeta.

Meio Ambiente

Esta geração de jovens é, sem dúvida, a mais envolvida com as questões do desenvolvimento sustentável, do uso consciente dos recursos naturais do planeta e das implicações sociais da degradação ambiental. No caso do Brasil, um país com grande oferta de energias limpas e biodiversidade muito acima da média mundial, os estudantes também se apropriam dessa temática entre os seus principais debates. A UNE lançou, em 2006, a campanha “A Amazônia é Nossa”, em defesa tanto do território nacional como de sua integridade ambiental, discutindo esse tema, desde então, em todos os seus encontros. O movimento estudantil participa ativamente do Projeto Rondom, que foi retomado pelo governo federal a pedido da UNE e promove a circulação de estudantes universitários e agentes sociais por regiões afastadas e pouco desenvolvidas do país, promovendo atividades de desenvolvimento social e preservação do meio ambiente.