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Daniel Aarão Reis

Daniel Aarão Reis Filho nasceu em 26 de janeiro de 1946, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Daniel Penna Aarão Reis e Lúcia Penna Aarão Reis, passou a infância em sua cidade natal. Cursou o ensino primário no Colégio Zaccaria e no Franco-Brasileiro, ambos no Rio. Em 1961, mudou-se com sua família para Brasília e cursou o último ano do ginásio no Colégio Dom Bosco. O ensino secundário fez no Centro de Ensino Médio Elefante Branco, também conhecido por alguns como “Elefante Vermelho”, devido a sua forte posição política esquerdista. Já nesta época, começou a atuar no centro estudantil do colégio, entre 1963 e 1964, como parte da diretoria.

Após o ensino secundário, Daniel Aarão Reis prestou vestibular para direito e iniciou o curso na Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), escolhida pelos vínculos políticos que esta possuía e, também, pela existência do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO). No primeiro ano de estudos, participou das eleições do CACO-Livre, em repúdio às eleições legais para diretoria de entidade, e foi eleito secretário-geral, tendo como presidente Antônio Serra.

Em 1965 iniciou sua militância política na Dissidência Guanabara do Partido Comunista Brasileiro, composta principalmente por estudantes universitários. Ainda esse ano, foi preso por dois meses em razão de sua militância no movimento estudantil. No ano seguinte, deixou o PCdoB e, percebendo que o diretório livre do qual participava não surtia efeitos com os estudantes, preferiu se candidatar às eleições oficias do CACO. Acabou eleito vice-presidente. O presidente foi Vladmir Palmeira. Tempos depois, deixou a vice-presidência do CACO para assumir a presidência da União Metropolitana dos Estudantes (UME), em período de reconstrução.

Em 1969, iniciou sua militância no Movimento Revolucionário 8 de outubro. Nesse período, foi suspenso por mais de três anos da universidade, e acabou por não terminar os estudos. No ano de 1970, ficou novamente preso de março até julho, quando se exilou na Argélia. Viajou por inúmeros países durante o exílio, como Cuba e Panamá, e terminou por fazer graduação em Paris, onde se formou em história e fez mestrado na mesma área. Em seguida, foi para Moçambique exercer a função de professor universitário. Em setembro de 1979, ouviu rumores que enfim sairia a anistia para os exilados brasileiros e foi para Portugal esperar a volta ao Brasil.

Depois que voltou, entre 1982 e 1983, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), assumindo um diretório regional. Entretanto, acabou se afastando da militância para se concentrar na carreira acadêmica. Como professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), teve rápida atuação no sindicato da Associação dos Docentes da universidade. Em 1987, concluiu o doutorado na UFF, com uma tese sobre as organizações comunistas brasileiras. Em 1988, lançou o livro 1968 – A Paixão de uma utopia com parceria de Pedro de Moraes. Tal livro foi também reeditado dez anos depois. Em 1997, lançou o livro Uma revolução perdida, sobre a história do socialismo soviético.

Em 1993, foi presidente regional do PT no Rio, mas renunciou ao cargo porque queria a indicação de Vladmir Palmeira para o cargo de governador do Estado do Rio, o que não aconteceu. Hoje, ainda presta consultoria para a Fundação Perseu Abramo e é professor titular da UFF de História Contemporânea. No ano 2000, lançou a primeira edição do livro Ditadura Militar, Esquerdas E Sociedade.

Atualmente, Daniel Aarão Reis está casado com a também historiadora Hebe Mattos, com quem tem um filho.

[Fonte: Entrevista realizada pelo projeto Memória do Movimento Estudantil em 03 de novembro de 2004]

Feito por Itamar de Assis Jr. em 07 de março de 2005

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