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Ruas de Goiânia serão tomadas pela #marchadosestudantes

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Fortalecendo os movimentos juvenis que têm ocupado as ruas de todo Brasil e com o mote “Educação tem que ser 10!”, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e os principais movimentos sociais brasileiros convocam para esta próxima quinta-feira (14), às 15h, a Marcha dos Estudantes (#marchadosestudantes). Será uma grande manifestação pelas ruas de Goiânia e atividade vinculada ao 52º Congresso da UNE, que sairá do Centro de Convenções e irá até a Praça da Universidade, tomando conta da cidade pela defesa incondicional dos 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação.

O propósito é questionar o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020. A princípio, o Plano contempla um conjunto de medidas propostas pelo movimento educacional e aprovadas na Conferência Nacional de Educação (CONAE 2010). Entretanto, o documento apresentado pelo governo e que está em tramitação no Congresso Nacional traz limitações na comparação com as resoluções saídas da Conferência.

A qualidade da educação que o país oferece aos brasileiros, apesar dos avanços recentes, é desproporcional em relação ao grave cenário de desigualdade social. O Brasil ainda não conseguiu ultrapassar a marca dos 5% do PIB investidos em Educação. O primeiro PNE (2001-2010) foi muito criticado por não atender as demandas do movimento social e, durante este período, o então presidente Fernando Henrique Cardoso vetou o aumento dos investimentos para 7%, percentual com o qual a presidente Dilma se comprometeu até 2014.

O movimento educacional, especialistas e estudantes do Brasil reivindicam que o Congresso deve aprovar o Plano com investimento de 10% até 2020. Ainda no tema de financiamento, ganha relevância a defesa de que 50% dos recursos do fundo social do Pré-Sal sejam aplicados na Educação, bandeira que foi levantada pelo movimento estudantil.

O investimento de 10% do PIB na educação é uma urgência história. Para se ter uma ideia, o país acaba de ultrapassar a Itália tornando-se a sétima economia do mundo e, segundo projeções de diversos organismos econômicos, nesta década ultrapassará França e Inglaterra, chegando a 2020 na condição de nação com o quinto maior PIB do planeta. No entanto, o Brasil ocupa atualmente a 88º posição no ranking de Educação da UNESCO – com base em índice elaborado na Conferência Mundial de Educação de 2000 em Dakar.

Dados publicados pelo IBGE sobre a Educação no Brasil revelam uma população com ainda 14,1 milhões de analfabetos, contrastando com os 6,5 milhões de brasileiros cursando o ensino superior. Os professores da Educação Infantil e do Ensino Básico ocupam as posições mais baixas em remuneração entre as categorias profissionais do país, segundo estudos do DIEESE.

O Brasil não tem o direito de pensar pequeno em termos de educação e os estudantes estão atentos e se movimentando para construir hoje o Brasil do amanhã. Ao longo deste ano, o poder público e a sociedade serão desafiados a tratar a educação do país à altura do que os brasileiros merecem e precisam.

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